Alimentos
Chuvas intermitentes prejudicam produção e elevam preços de hortifrútis
Batata, tomate, cebola e abobrinha ficaram mais caros nesta semana
As chuvas intermitentes dos últimos dias prejudicaram a produção de hortifrútis em municípios do interior de São Paulo, incluindo a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). Produtores rurais de Piedade também tiveram prejuízos com uma chuva de granizo na semana passada.
Como consequência das más condições climáticas, houve que na produção e aumento nos preços de frutas, hortaliças e tubérculos para o consumidor.
A reportagem do Cruzeiro do Sul esteve na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) de Sorocaba e conversou com comerciantes e consumidores.
Comerciantes da Ceagesp identificaram um grande aumento em itens como batata, cebola, tomate e abobrinha. Lucas Felipe explica como as fortes chuvas afetaram a colheita de batata nas últimas semanas. "Quando tem chuva em excesso, o trator normalmente não vai para a roça, assim ele não consegue entrar porque acaba encalhando, e não sai de jeito nenhum. Então até para colher, como não tem esse acesso direto à roça, ele acaba atrapalhando nisso. E não colheu, o produto aumenta normalmente", afirma.
Granizo
De acordo com Lucas, as chuvas de granizo afetaram não só os produtores de batata, mas também os produtores de verduras e cebola. "Hoje, cebola que há três semanas estava a R$ 50 o saco, está sendo vendida a R$ 100. Então dobrou o preço por conta de chuva, e a turma da parte de folhagem, alface, repolho, isso daí afeta muito mais, principalmente o granizo, em Piedade principalmente."
Segundo Lucas, a compra diminui muito por causa do preço mais alto. "Quem comprava 10 sacos de batata, leva agora cinco. Não tem como. O preço está praticamente mais que o dobro do valor, tanto da batata quanto de outras coisas também."
A produtora de legumes Elaine Salvaterra explica como as chuvas de granizo afetaram sua lavoura nas últimas semanas. "Eu trabalho com legumes, e assim, estragou muito. Eu tinha uma lavoura de abobrinha. Acabou, detonou. Estava assim no meio da colheita, acabou tudo com o granizo. E assim, está subindo cada dia mais por conta da chuva, dos estragos que fez aí. A chuva de granizo acabou com muitas lavouras", afirmou.
Consumidores
Para quem compra, a história não muda muito. A farmacêutica Alessandra Gomes afirma que em muitos momentos os valores não condizem de local para local, como também reconhece que esta alta se dá pelas questões ambientais. "Todos os dias nós vamos ao mercado. Em qualquer lugar, os preços são diferentes. Todo dia está tendo um aumento. Só que se a gente for colocar no final da conta, o valor agregado acaba sendo bem maior. Mas claro que o fator ambiental ajuda também. Isso influencia, querendo ou não", comenta.
Para conviver com estes aumentos nos valores, Silvana Guilherme, técnica de enfermagem, explica como lida com este cenário, para não abrir mão de uma boa alimentação diária, "Eu procuro comprar o que está mais em conta, porque tem muita variedade, então eu sempre compro o que está mais barato", avalia. (Da Redação)
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