Autopropelidos
Veículos elétricos oferecem economia e pouca burocracia, mas exigem atenção
Isenção de placa, CNH e licenciamento torna o modelo atraente para curtas distâncias no dia a dia
Meios de transporte alternativos e elétricos têm tomado conta das ruas pelo preço e pela praticidade, e patinetes, bicicletas ou alguns tipos de motos elétricas são opções que não exigem carteira de habilitação (CNH), placa ou licenciamento. No entanto, possuem regras que devem ser cumpridas para a segurança no trânsito.
O servidor público Samuel Siqueira adquiriu uma moto elétrica em fevereiro. A proposta era a locomoção de casa até o trabalho e pequenos trajetos do dia a dia, como idas a farmácia, padaria e mercado.
"Eu procurava um meio de transporte mais barato do que o carro. Eu uso principalmente para ir para o trabalho. Como moro próximo, então uso para deslocamentos curtos. É muito eficiente e muito mais barato do que um carro. Tanto a compra quanto a manutenção, além de gastos com combustível, revisão", explica.
O modelo escolhido utiliza bateria. "Ela tem uma removível, eu levo para o apartamento, carrego durante a noite e uso no dia seguinte", conta. A energia utilizada é quase imperceptível na conta de luz. "O carregador dela tem baixa potência, não gasta praticamente nada de energia" afirma Samuel.
De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), veículos de mobilidade individual autopropelidos, ou seja, patinetes, skates, bicicletas ou motos elétricas (pequenas scooters), de baixa potência (até 1000 watts) e velocidade reduzida (até 32 km/h) podem transitar em áreas de circulação de pedestre, com velocidade máxima de 6km/h; em ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas ou em vias em que a velocidade máxima regulamentada é de 40 km/h.
Alguns modelos como bicicletas elétricas são obrigadas a possuir indicador e ou dispositivo limitador eletrônico de velocidade, campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, espelho retrovisor do lado esquerdo e pneus em condições mínimas de segurança, conforme o Contran.
Adesão de jovens
Os modelos também chamam a atenção dos jovens. O estudante Pedro Enrique Guimarães do Amaral, de 22 anos, tem uma moto elétrica há oito anos.
O modelo foi um dos primeiros a serem comercializados no Brasil. Quando adolescente usava para se locomover. "Utilizei bastante. Como eu era menor de idade, usava para ir à escola, à padaria, ao mercado e também para ir à casa de amigos", conta.
Na época, ainda não existia normas ou leis de regulamentação para este tipo de autopropelidos. "Por ser uma tecnologia muito nova no Brasil, não havia uma legislação tão definida sobre esse tipo de veículo e eu conseguia utilizá-la mesmo sendo menor de idade. Isso facilitava muito minha rotina, pois eu conseguia ir sozinho à escola, fazer pequenas compras e me deslocar pela cidade", afirma Pedro.
Mesmo sendo uma tecnologia nova quando comprou, já apresentava a praticidade da economia. "Ela não utilizava gasolina, então era muito econômica, além de me dar independência para me locomover mesmo sendo menor de idade", conta.
Hoje, com 22 anos, Pedro percebe que a segurança é um fator importante. "Hoje, consigo perceber que existem algumas questões relacionadas à segurança e à regulamentação que são importantes", conta.
Segurança
A segurança também é um ponto observado por Samuel, que utiliza capacete quando se locomove com a moto elétrica, apesar de não ser uma exigência.
"Tem uma norma do Contran, que foi lançada no final do ano passado, que não obriga o uso de capacete para esse tipo de veículo e permite trânsito em ciclovia, em ruas de até 40 km por hora. Então, eu me informei. Ando pela ciclovia e quando eu preciso ir para algum outro lugar, eu procuro passar por linhas de trânsito mais lento, de até 40 km por hora, que é o que a lei permite", conta Samuel.
A preocupação em seguir as normas é que não atrapalha o trânsito em vias de maior limite de velocidade e não causar ou sofrer nenhum tipo de acidente.
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