Escolas
Escolas de Sorocaba e região recebemprograma de prevenção à violência
Iniciativa orienta estudantes do ensino médio e educadores sobre sinais de abuso e canais de denúncia
O programa "Não se Cale Vai à Escola" leva para a rede estadual de ensino ações de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. A primeira etapa teve início na segunda quinzena de agosto e só acabará daqui 24 meses. Nesta fase, delegadas de polícia irão a escolas de 56 municípios paulistas para conversar com estudantes do ensino médio, professores, gestores e demais servidores sobre como reconhecer situações de violência, buscar ajuda e acessar a rede de proteção. Entre as cidades escolhidas, estão Sorocaba e Itapetininga.
A iniciativa é da Secretaria de Políticas para a Mulher, em parceria com a Secretaria da Educação e Secretaria da Segurança Pública. Ao todo, serão 168 ações presenciais, com encontros em três escolas de cada município. Entre os assuntos abordados estão a Lei Maria da Penha, as diferentes formas de violência contra a mulher, sinais de alerta, mecanismos de proteção, rede de apoio e canais de denúncia.
Os 56 municípios que receberão as ações presenciais foram definidos a partir de dados da Secretaria da Segurança Pública sobre regiões com maior incidência de boletins de ocorrência relacionados à violência contra a mulher.
"Não se Cale Vai à Escola" integra o SP Por Todas, movimento do Governo de São Paulo que reúne políticas voltadas à proteção, saúde e autonomia das mulheres. A iniciativa amplia a atuação preventiva do Estado ao aproximar a rede de ensino dos serviços de segurança e proteção e levar informação sobre violência de gênero para um espaço estratégico na formação de crianças, adolescentes e jovens.
Nessa iniciativa, a formação dos profissionais da educação será oferecida na modalidade EAD e abordará temas como violência contra a mulher, Lei Maria da Penha, identificação de sinais de violência, escuta qualificada, fluxos institucionais e encaminhamento para a rede de proteção. Professoras, professores, gestores escolares e equipes pedagógicas e administrativas poderão atuar como multiplicadores do conhecimento em suas unidades.
Para os estudantes, especialmente do ensino médio, serão disponibilizados conteúdos educativos voltados à prevenção da violência de gênero, à promoção da cultura do respeito, aos direitos das mulheres, aos canais de denúncia e ao acesso à rede de proteção. O projeto também prevê o compartilhamento bimestral de informações entre as secretarias envolvidas e a elaboração de relatórios anuais com indicadores de alcance, resultados e impactos das ações desenvolvidas. (Da Redação)