Buscar no Cruzeiro

Buscar

Educação

Palestra promovida pelo Colégio Poli reúne pais para discutir desafios da IA

Palestrante destaca importância da curiosidade para uso da tecnologia

27 de Agosto de 2026 às 21:25
Vernihu Oswaldo [email protected]
Palestra professor Luiz Marins
Professor Luiz Marins falou a pais de alunos sobre avanços na educação (Crédito: Fábio Rogério)

A inteligência artificial (IA) já faz parte da educação e exige que alunos, professores e famílias aprendam a lidar com as novas ferramentas. Esse foi o tema abordado pelo professor Luiz Almeida Marins Filho na palestra “Desafios da educação em tempos de inteligência artificial”, promovida pelo Colégio Poli na noite desta quinta-feira (27), no salão de eventos do Lar Escola Monteiro Lobato. O Colégio Poli é mantido pela Fundação Ubaldino do Amaral (FUA).

Para o professor, o bom uso da inteligência artificial depende de uma habilidade que deve ser estimulada desde a infância: a curiosidade. Segundo Marins, saber fazer perguntas é fundamental para obter melhores resultados das ferramentas de IA.

“A inteligência artificial veio para ficar. E o que é importante é que, para você fazer bom uso da inteligência artificial, você tem que aprender a fazer muito prompt”, afirmou. Ele explica que o prompt é o comando dado à ferramenta e que, para formulá-lo adequadamente, é necessário saber perguntar.

“Você tem que fazer a pergunta certa. E, para fazer a pergunta certa, você tem que aprender a perguntar”, disse.

A discussão acompanha mudanças que já ocorrem no Colégio Poli. Segundo o diretor educacional, Pedro Roberto Pereira de Souza, a instituição procura atualizar constantemente suas práticas diante da velocidade das transformações tecnológicas.

“A educação está mudando de uma forma muito rápida. E a gente está procurando trazer todos esses conhecimentos para os pais e, logicamente, para os alunos”, afirmou.

A diretora do Colégio Poli, Luciane Cristina Durigan, afirmou que ferramentas tecnológicas são utilizadas desde a educação infantil, com jogos digitais e outras atividades. O Colégio Poli tem 27 anos e atende cerca de 1.800 alunos, da educação infantil ao ensino médio, nas unidades do Centro e do Alto da Boa Vista.

Para o presidente da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), Carlos Hingst Corrá, o encontro também é uma oportunidade para orientar as famílias sobre o uso responsável da tecnologia.

“Essas ferramentas têm que ser bem utilizadas. Se elas forem utilizadas para o bem, para o ensino, para a educação, é ótimo”, afirmou Corrá, que foi professor por quase 40 anos.

Na avaliação dele, a velocidade das mudanças tecnológicas torna a orientação dos pais ainda mais importante. “Se os pais levarem as crianças, os jovens, para o bom caminho, para a utilização inteligente, para a utilização corresponsável da inteligência artificial, acho que a gente vai conseguir fazer coisas boas”, disse.

Galeria

Confira a galeria de fotos