Prevenção
O que fazer depois do golpe?
Ao perceber que foi vítima, a orientação é agir rapidamente. "Comunicar imediatamente o banco ou instituição financeira para solicitar o bloqueio de contas, cartões ou transações, quando possível; registrar boletim de ocorrência; alterar senhas de aplicativos e serviços afetados; reunir comprovantes, conversas, extratos e demais documentos relacionados ao caso", orienta o Procon de Sorocaba.
No caso de fraudes envolvendo Pix, a vítima pode solicitar ao banco a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Segundo a Febraban, o mecanismo permite o bloqueio de recursos que estejam na conta do recebedor para análise do caso. A devolução, entretanto, depende da existência de saldo disponível e da análise da instituição financeira.
O chamado MED 2.0 ampliou o alcance do bloqueio para outras contas que tenham recebido os valores durante a movimentação do dinheiro.
Como evitar
A prevenção começa por não agir impulsivamente diante de uma mensagem ou ligação inesperada. "Uma das principais características é a criação de um senso de urgência, com mensagens que pressionam a vítima a agir rapidamente. É preciso desconfiar e não agir no impulso", alerta o diretor de Engenharia da Fortinet Brasil, Gustavo Chamadoira.
No WhatsApp, a recomendação é ativar a verificação em duas etapas e nunca compartilhar códigos de autenticação. Pedidos de dinheiro devem ser confirmados por outro canal, mesmo quando aparentemente partem de alguém conhecido.
O Procon também recomenda conferir cuidadosamente os dados do destinatário antes de confirmar um Pix, manter aplicativos e sistemas atualizados e nunca fornecer senhas ou códigos por telefone, mensagens ou aplicativos.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informa que todas as unidades policiais do Estado estão capacitadas para investigar crimes dessa natureza. O boletim de ocorrência também pode ser registrado pela Delegacia Eletrônica.
Para Chamadoira, a segurança digital deixou de depender apenas de ferramentas tecnológicas e passou a exigir atenção dos próprios usuários. "O desafio deixou de ser apenas tecnológico e passou a envolver também conscientização, educação digital e adoção de boas práticas de segurança pelos usuários", afirma.