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Legislativo

Câmara analisa veto a projeto sobre sinalização de alagamento

Sessão também inclui projetos de saúde, proteção animal, telhados de amianto e ingresso para inscritos no CadÚnico

17 de Agosto de 2026 às 17:27
Da Redação [email protected]
Vereadores decidem se mantêm veto total do Executivo
Vereadores decidem se mantêm ou derrubam veto total do Executivo ao projeto que prevê sinalização em áreas de risco monitoradas pela Defesa Civil: pauta começa às 9h (Crédito: Divulgação/Câmara de Sorocaba)

A instalação de placas de advertência em pontos de Sorocaba sujeitos a enchentes e alagamentos será um dos principais assuntos da sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (18). Os vereadores vão decidir se mantêm ou derrubam o veto total do Executivo ao projeto que prevê sinalização em áreas de risco monitoradas pela Defesa Civil. A pauta começa às 9h e ainda reúne propostas relacionadas à saúde, proteção animal, troca de telhados de amianto e emendas parlamentares.

O projeto sobre alagamentos prevê a implantação de placas em locais com histórico de ocorrências para advertir motoristas e pedestres sobre os riscos. A matéria, no entanto, foi vetada integralmente pelo Executivo.

Na justificativa, a prefeitura aponta inconstitucionalidade formal por considerar que a proposta interfere em atribuições administrativas da Secretaria de Mobilidade. O Executivo também argumenta que haveria inconstitucionalidade material, uma vez que questões relacionadas ao trânsito e transporte seriam de competência privativa da União.

A Comissão de Justiça da Câmara se manifestou favoravelmente à manutenção do veto. O colegiado entende que a regulamentação e a instalação de sinalização e dispositivos de trânsito nas vias são atribuições técnicas dos órgãos executivos de trânsito do município.

Saúde também está na pauta

Outro veto que será analisado envolve a criação da Semana de Conscientização sobre a Síndrome Pós-Aborto. O Executivo vetou parcialmente o projeto, especificamente os dispositivos que estabelecem ações como palestras, atendimento psicológico e assistencial, encontros com especialistas, produção de cartilhas e atendimento terapêutico.

Nesse caso, a Comissão de Justiça recomendou a rejeição do veto. O entendimento é de que os dispositivos estabelecem diretrizes de caráter informativo e de conscientização e não criam cargos nem modificam a estrutura administrativa municipal.

Também será apreciado o veto parcial ao projeto que institui a Política Municipal de Prevenção, Avaliação e Cuidado Integral do Pé Diabético. A proposta prevê medidas de prevenção, diagnóstico precoce, acompanhamento e tratamento de complicações relacionadas aos membros inferiores de pessoas com diabetes.

O veto atinge o trecho que determina ações mínimas para avaliação dos pacientes, como inspeção periódica, avaliação de sensibilidade e vascular, classificação de risco e registro em prontuário. A Comissão de Justiça também recomendou a rejeição desse veto.

Ingressos para inscritos no CadÚnico

Em segunda discussão, os vereadores analisarão o projeto que reserva 1% dos ingressos da Festa Julina Beneficente de Sorocaba e de outros eventos realizados, promovidos, apoiados ou autorizados pelo município em espaços públicos para pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).

A proposta limita a distribuição a quatro ingressos por núcleo familiar em cada evento. A regra também alcançaria eventos promovidos por particulares em espaços públicos, como parques, praças, centros esportivos, ginásios, centros culturais e teatros. O descumprimento poderá resultar em multa de 200 UFESPs ao organizador.

Proteção animal e telhados de amianto

Na área de proteção animal, volta à pauta o projeto que cria a campanha Outubro Caramelo e a Semana Municipal de Conscientização sobre Castração e Combate ao Câncer em Animais. A iniciativa prevê ações educativas sobre castração, prevenção ao câncer e posse responsável.

Outra proposta prevê a substituição gradual dos telhados de amianto de escolas, creches e demais prédios públicos municipais. O texto estabelece a elaboração de um plano com levantamento dos imóveis, cronograma e critérios de prioridade, principalmente para estruturas antigas, sem laje de proteção ou consideradas de maior risco.

A Comissão de Justiça considerou o projeto inconstitucional por entender que ele interfere na gestão administrativa. Já a Secretaria de Serviços Públicos e Obras informou não vislumbrar impedimentos à iniciativa, mas apontou a necessidade de projetos técnicos específicos, disponibilidade orçamentária e contratação das intervenções como obras públicas.

Por fim, os vereadores discutirão uma alteração na Lei Orgânica relacionada às emendas parlamentares impositivas. Entre as mudanças está a previsão de que o Executivo envie à Câmara, a cada quatro meses, um relatório detalhado sobre emendas que não tenham sido executadas.