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Votorantim

Cabeça e mãos de haitiana morta pelo ex-companheiro são encontradas cinco meses após crime

Restos mortais da vítima estavam em uma área de mata de difícil acesso; Charles Anglade, de 36 anos, está preso no CDP de Guarulhos

10 de Agosto de 2026 às 13:50
Da Redação [email protected]
Equipe de buscas realizando diligências na área de mata indicada pelo suspeito e ex-companheiro de Esther Estinor
Equipe da Deic realizaram diligências no local indicado pelo homem (Crédito: Divulgação/ Polícia Civil )

A cabeça e as mãos de Esther Estinor, de 39 anos, haitiana morta e esquartejada pelo ex-companheiro, em março, foram encontradas na sexta-feira (7), cinco meses após o crime. Os restos mortais da vítima estavam em uma área de mata de difícil acesso, próxima ao local onde ela e o ex-companheiro moravam, em Votorantim.

Charles Anglade, de 36 anos, foi encontrado em 1º de agosto, no Suriname, e deportado para o Brasil. Após passar por audiência de custódia, o investigado foi preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos. Na última sexta-feira, ele foi conduzido até Sorocaba. Acompanhado por equipes da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), o homem indicou o local onde poderiam ser encontradas as partes do corpo da vítima ainda não localizadas: a cabeça e as mãos.

“Solicitamos autorização para o juiz da Vara de execuções para retirá-lo, porque ele estava preso então no CDP, e trazê-lo até Sorocaba, para algumas diligências, para ele ser ouvido, interrogado e também para que ele pudesse apontar onde estaria enterrado os restos mortais da vítima, já que faltava a localização das mãos e da cabeça”, explicou o delegado Rodrigo Ayres. 

A cabeça e as mãos da vítimas foram localizadas em uma sacola. Após a conclusão do trabalho da polícia, o homem foi conduzido novamente ao CDP de Guarulhos.

Relembre o caso

Esther Estinor, de 39 anos, foi encontrada morta nos fundos da própria residência, no bairro Jardim Tatiana, em Votorantim, em março. O corpo foi localizado em uma área de mata, com sinais de esquartejamento e sem a cabeça, as duas pernas e as mãos.

Segundo a investigação, Esther mantinha um relacionamento conturbado com o ex-companheiro, também haitiano, de 36 anos, que passou a ser investigado pelo crime. Dentro da residência da vítima, a perícia encontrou um quarto com grande quantidade de sangue. Na ocasião, exames do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) foram solicitados para auxiliar na investigação.

 

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