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Exercícios fortalecem corpo e mente na terceira idade

Prática regular de atividade física reduz riscos de doenças e melhora a qualidade de vida dos idosos

18 de Julho de 2026 às 23:38
Camila Santos [email protected]
Principais benefícios são o aumento do equilíbrio e da
 coordenação motora, a redução de riscos de quedas e fraturas
Principais benefícios são o aumento do equilíbrio e da coordenação motora, a redução de riscos de quedas e fraturas (Crédito: ARQUIVO PESSOAL)

A prática regular de atividade física é considerada uma das principais estratégias para a promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e manutenção da autonomia ao longo do envelhecimento. De acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), manter o corpo em movimento traz benefícios que vão muito além do condicionamento físico.

Segundo diretrizes da OMS, adultos devem realizar entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada, o que está associado à redução do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, câncer e depressão, além de contribuir para o bem-estar geral e a qualidade de vida.

A educadora física Fábia Almeida reforça que os efeitos positivos são amplos e atingem diferentes sistemas do corpo. "Os principais benefícios são o aumento do equilíbrio e da coordenação motora, a redução de riscos de quedas e fraturas, a melhora da flexibilidade e da mobilidade articular, o controle da pressão arterial, diabetes e colesterol, além do fortalecimento dos ossos, prevenindo a osteoporose, e da melhora da capacidade cardiorrespiratória", afirma.

Autonomia

Ela destaca ainda a relação direta entre atividade física e autonomia na vida cotidiana, especialmente entre idosos. "O aumento da autoestima, da confiança, a redução de sintomas de ansiedade e depressão, a melhora da memória, atenção e raciocínio, além da ampliação da socialização e do convívio social, contribuem para uma maior participação ativa na sociedade. A atividade física é uma das principais ferramentas para promover um envelhecimento saudável, ativo e com qualidade de vida", diz.

Doenças crônicas

Estudos revisados em literatura científica também apontam que a prática regular de exercícios está associada à preservação da capacidade funcional, redução da fragilidade e menor risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes, além de melhorar a mobilidade e a independência na velhice.

Além dos benefícios já conhecidos, o Ministério da Saúde ressalta que a atividade física também ajuda no controle do peso corporal, melhora o sono, reduz dores articulares e nas costas e contribui para a manutenção da memória e da concentração, além de reduzir riscos de demência em idosos.

Fábia Almeida também chama atenção para o papel da atividade física na prevenção de doenças. "Quando praticada regularmente antes do surgimento de limitações, ela ajuda a retardar o processo natural de envelhecimento, preserva força, equilíbrio e mobilidade, reduz o risco de doenças crônicas e mantém a autonomia por mais tempo. A prevenção é sempre mais eficaz do que tentar recuperar capacidades comprometidas", explica.

Acompanhamento profissional

Apesar dos benefícios, a educadora alerta para os riscos da prática sem acompanhamento profissional, principalmente entre idosos. "Sem orientação adequada podem ocorrer lesões musculares, articulares e ligamentares, sobrecarga cardíaca, quedas e até agravamento de doenças já existentes. Por isso, a avaliação e o acompanhamento de um profissional de educação física são essenciais para garantir segurança e eficiência", orienta.

Segundo a OMS, a inatividade física já é considerada um dos principais fatores de risco para mortalidade no mundo, reforçando a importância de políticas públicas e iniciativas que incentivem o movimento ao longo da vida.