Prevenção
Moradores cobram medidas contra enchentes
A proximidade do período de chuvas e a preocupação com a possibilidade de novos episódios de alagamento voltaram a reunir moradores do Parque das Águas e representantes da Prefeitura de Sorocaba. Em encontro realizado ontem (13), no Paço, a Associação dos Amigos do Parque das Águas (Aapda) cobrou a conclusão de obras de prevenção às enchentes e a adoção de novas medidas para reduzir os impactos de eventuais transbordamentos do rio Sorocaba. O prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), esperado para a reunião, não participou do encontro, e foi representado pelo secretário de Governo e Administração, Sérgio Barreto.
Durante a reunião, o diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Glauco Fogaça, apresentou as intervenções em andamento na região. Segundo ele, um dique está sendo elevado e válvulas do tipo "flap" estão sendo instaladas nas tubulações para impedir o retorno da água do rio ao reservatório. Adequações também são realizadas no sistema de drenagem. A pedido dos moradores, o Saae ainda se comprometeu a instalar novas bocas de lobo no bairro.
A presidente da Aapda, Juliana Tangi, afirmou que a reunião trouxe sinalizações positivas, mas disse que a associação acompanhará o cumprimento dos prazos apresentados pelo poder público. "O balanço é proveitoso porque acredito que existem coisas mais urgentes que serão realizadas. Mas vamos precisar observar se esses prazos serão cumpridos e se as obras realmente serão entregues. O próprio diretor do Saae reconheceu que elas são fundamentais e poderiam ter sido feitas há muito tempo", afirma.
Entre as reivindicações apresentadas pela entidade está a instalação de um sistema de sirenes para alertar moradores sobre o risco de enchentes. Segundo Juliana, o equipamento permitiria que as famílias retirassem pertences e deixassem os imóveis antes da chegada da água. "Já tivemos pessoas acamadas que precisaram ser retiradas de barco pelos bombeiros porque a água chegou até a cama. Uma sirene daria tempo para que as famílias se organizassem."
Ela lembrou que o pedido foi feito ao Saae ainda em 2024 e que, na ocasião, a autarquia informou que estudava a aquisição dos equipamentos. "Dois anos depois, essas sirenes ainda não foram instaladas."
Juliana também lamentou a ausência do prefeito na reunião e defendeu que a administração municipal apresente um plano de redução de riscos para a região. "Já que essas obras ainda não foram concluídas, a prefeitura e o Saae precisam apresentar um plano para reduzir riscos e prejuízos. Hoje, quem sofre os danos é a população, e os mecanismos de indenização existentes atendem um número muito restrito de pessoas", declarou. Ela ressaltou ainda que o loteamento foi aprovado pelo próprio município. "Nós pagamos impostos e esperamos receber o retorno em forma de segurança."
Monitoramento
Questionado sobre a possibilidade de um período de chuvas acima da média, Fogaça afirmou que o Saae mantém monitoramento permanente das condições climáticas entre novembro e março e atua em conjunto com a Defesa Civil.
Segundo ele, a Defesa Civil do Estado é responsável pelo acompanhamento dos alertas meteorológicos e repassa as informações ao município, permitindo que as equipes permaneçam de prontidão para atendimento de ocorrências.
O diretor informou que os pontos considerados mais vulneráveis já estão mapeados pelo município. Entre eles estão as regiões da Vila Assis, Vila Rica, Jardim Maria do Carmo, Juvenal de Campos, Itanguá e praça da Bandeira.
De acordo com Fogaça, algumas intervenções já foram executadas, enquanto outras dependem da conclusão de projetos e da obtenção de recursos.