Em Sorocaba
Produtores rurais poderão ter centro de IA e big data na região
Tirso Meirelles se reuniu com representantes de sindicatos rurais nesta quarta-feira; ele falou sobre Plano Safra, endividamento e investimentos na área
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, esteve nesta quarta-feira (8) em Sorocaba para participar de uma reunião com a diretoria do Sindicato Rural do município. O evento contou também com a presença de representantes de sindicatos de outras cidades, como São Roque, Itapetininga e São Paulo.
Segundo Meirelles, o principal objetivo do encontro foi ouvir as demandas das lideranças e discutir temas estratégicos do agronegócio paulista. O presidente da Faesp ressaltou, ainda, que já realiza a preparação das ações da entidade para o próximo ano. "Hoje nós fazemos 210 mil cursos gratuitos para o trabalhador e para o produtor e a produtora rural. Então nós temos de ver a dimensão que nós vamos estar trabalhando".
Entre as novidades para o setor está um Centro de Excelência em Tecnologia Rural, que deve ser inaugurado em agosto, em São Roque. Com investimento de R$ 60 milhões, o local deve contar com desenvolvimento e uso de inteligência artificial e big data, além de fomentar startups voltadas para pequenos e médios produtores.
"Vamos fazer um trabalho muito bacana também com o nosso Centro de Tecnologia de Pecuária do Leite. Em Avaré, nós estamos fazendo um outro de água, indústria e irrigação, tudo para o pequeno e médio produtor rural. Então, esses são pontos importantes para que a gente possa fazer uma política direcionada para o fortalecimento daquele município, daquela região".
Já sobre as demandas dos líderes regionais, Meirelles comentou que uma delas está relacionada ao endividamento ligado ao Plano Safra, programa do Governo Federal que oferece financiamento para atividades agrícolas e pecuárias.
"O endividamento, a causa não é do produtor, a causa é dos juros altos. Os juros altos estão acabando com a força monetária. Então, o dinheiro não está valendo nada. Isso é muito ruim para a sociedade como um todo e para o setor produtivo a mesma coisa".
O presidente também reforçou a necessidade de um plano de seguro para os produtores. "O ano passado teve 3% de cobertura a nível territorial. Estados Unidos é 95%. Então, nós precisamos ter um seguro para resguardar aquelas pessoas que investem o seu dinheiro na terra". (Da Redação)