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Estelionato

Bancos alertam para golpe da falsa central telefônica

Estelionatários usam ligações, WhatsApp e até e-mails para enganar as vítimas

06 de Julho de 2026 às 21:15
Da Redação [email protected]
Clientes pensam que estão falando com bancários
Clientes pensam que estão falando com bancários (Crédito: Reprodução)

Conhecido como golpe da falsa central telefônica, essa modalidade de estelionato tem feito vítimas no Brasil. Criminosos se passam por funcionários de bancos e outras instituições financeiras para conseguir dados pessoais, senhas bancárias e até induzir as transferências de dinheiro via Pix.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Fenabran), os golpistas utilizam ligações telefônicas, SMS, WhatsApp e até e-mails falsos para abordar as vítimas. Em muitos casos, os criminosos conseguem mascarar o número da ligação para que pareça realmente ser do banco, técnica conhecida como "spoofing".

No dia 1º de junho, policiais civis do Tocantins, de Sorocaba e de Itu descobriram o funcionamento de uma central clandestina, conforme noticiado pelo Cruzeiro do Sul. Os policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão.

Conforme a investigação, para fazer contato com as vítimas e dar credibilidade ao golpe, os envolvidos simulavam o atendimento de uma central oficial, com gravações e falsas transferências de ligação. Durante a conversa, convenciam as vítimas a realizar operações bancárias para supostamente cancelar transações fraudulentas.

De acordo com a Febraban, entre as estratégias mais comuns estão avisos de compras suspeitas no cartão, clonagem de conta, solicitação de atualização de segurança e até falsas investigações envolvendo a agência bancária. Também é comum os criminosos induzirem urgência para pressionar a pessoa a agir rapidamente.

A entidade reforça que bancos nunca solicitam tokens, transferências bancárias ou instalação de aplicativos por telefone. Também orienta os clientes a desligar imediatamente ligações suspeitas e procurar os canais oficiais do banco.

O advogado especialista em Direito do Consumidor, Anselmo Bastos, explica que a possibilidade de ressarcimento varia para cada caso. Segundo ele, a Justiça avalia fatores como movimentações atípicas e falhas de segurança das instituições financeiras.

"Os bancos têm responsabilidade em bloquear transações atípicas na conta do cliente, principalmente movimentações fora do horário habitual ou várias operações seguidas", afirma.

O especialista orienta que ao perceber o golpe, a vítima deve comunicar imediatamente o banco e guardar todos os protocolos de atendimento. "Isso é muito importante para acompanhamento futuro pois o banco muitas vezes nem retorno dá ao cliente. Isso servirá de prova para uma ação judicial contra o banco de danos materiais e morais", destaca.

Além disso, o advogado recomenda registrar boletim de ocorrência, presencialmente ou pela internet, reunindo prints de conversas, comprovantes e qualquer outro material que possa ajudar na investigação. (Da Redação)