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Comércio

Copa 2026 deve movimentar mais de R$ 300 milhões na economia da RMS

Estudo aponta impacto expressivo no comércio e serviços, com alta no consumo, aumento do fluxo em supermercados e aquecimento de setores como bares, restaurantes e eletroeletrônicos

19 de Junho de 2026 às 13:58
Caroline Mendes [email protected]
Procura por produtos ligados ao evento tem
superado demanda por itens das festas juninas
Procura por produtos ligados ao evento tem superado demanda por itens das festas juninas (Crédito: THAÍS VERDERAMIS)

A Copa do Mundo de 2026 pode gerar um impacto significativo na economia da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), com estimativa de movimentação superior a R$ 300 milhões entre efeitos diretos e indiretos ao longo do ciclo de jogos. A projeção é da Associação Comercial de Sorocaba (Acso), com base em estudo elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Athon.

O levantamento considera diferentes cenários de desempenho da Seleção Brasileira na competição, com potencial de maior aquecimento econômico em caso de avanço às fases decisivas. Segundo a análise, o evento reforça seu papel como importante indutor de consumo, beneficiando especialmente os setores de comércio e serviços.

De acordo com o estudo, o poder de consumo da população da região segue acima da média estadual. O ticket médio geral projetado para o período é de R$ 619. Um dos principais destaques é o varejo alimentar, que deve registrar forte movimentação nos momentos que antecedem os jogos da Seleção Brasileira, com crescimento de até 69% no ticket médio nas duas horas anteriores às partidas, impulsionado pela preparação de confraternizações e encontros familiares.

Entre os segmentos mais beneficiados, o varejo alimentar deve concentrar entre R$ 180 milhões e R$ 220 milhões em movimentação adicional. Já bares e restaurantes têm expectativa de aumento de 15% a 20% no faturamento mensal durante os jogos, impulsionados pelo maior fluxo de consumidores em dias de partidas.

Os setores de eletroeletrônicos e vestuário também devem ser impactados positivamente, com previsão de acréscimo de aproximadamente R$ 45 milhões em vendas. O calendário da competição, com jogos em horários noturnos, tende a favorecer o consumo de alimentos, bebidas e serviços de entretenimento.

O estudo também destaca mudanças no comportamento do consumidor ao longo do período. Supermercados devem registrar aumento de 8,3% no fluxo de clientes já no dia anterior aos jogos do Brasil, indicando maior planejamento por parte dos consumidores. Nos serviços de delivery, a demanda deve atingir picos durante os intervalos e após as partidas, exigindo maior eficiência operacional das empresas.

Apesar do cenário otimista, a pesquisa aponta fatores de atenção. A taxa de inadimplência entre consumidores que pretendem gastar com a Copa chega a 61%, enquanto o cenário de juros elevados segue como obstáculo ao crédito tradicional. Nesse contexto, soluções como crédito lojista, parcelamentos próprios e formas alternativas de pagamento podem ser determinantes para sustentar o consumo.

"O comércio terá uma oportunidade importante de fortalecer seu relacionamento com os consumidores durante a Copa do Mundo. Mais do que vender, será o momento de oferecer conveniência, bom atendimento e soluções adequadas às necessidades de cada cliente. Quem conseguir unir planejamento, abastecimento eficiente e experiência positiva terá condições de transformar o entusiasmo gerado pelo evento em resultados duradouros para os negócios", destaca o presidente da Acso, Hygor Duarte.