Educação
Nova atividade da Biblioteca Municipal negocia horas de leitura por tempo de vídeo games
Projeto busca incentivar crianças e adolescentes à busca pelos livros e ao acervo.
A Biblioteca Municipal de Sorocaba, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), dá início nesta quinta-feira(11) a uma nova atividade dinâmica que envolve leitura e videogames para crianças e adolescentes de até 16 anos. Os participantes terão a oportunidade de trocar o tempo dedicado à leitura por momentos jogando PlayStation 5 e Xbox disponibilizados na biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”.
As atividades começam às 9h e seguem até às 16h, disponibilizando jogos interativos e muita diversão aos participantes. Os interessados devem realizar as inscrições semanalmente, toda segunda-feira pelo link disponível no site oficial da prefeitura, possibilitando as horas de leitura trocadas pelos jogos.
A iniciativa tem como objetivo estimular o hábito da leitura ao público infantil e adolescente, aproximando crianças e jovens através de atividades motivadoras, para facilitar o acesso ao acervo e ao todo espaço da disponível, fazendo dos jogos virtuais, um estímulo para tornar o ambiente da biblioteca mais atrativo a este público.
O estímulo é considerado positivo, e pode não só incentivar as crianças na busca pelo bons hábitos, como também propagar o conhecimento que a leitura proporciona.
“A iniciativa é importante[...] a biblioteca está vazia e o acervo é antigo [...] então é ótimo ter um atrativo para que as crianças possam aproveitar todo o acervo” afirma Ana Heloísa, 32 anos, psicóloga, professora e escritora de livros infantis em Sorocaba. Ana comenta em entrevista exclusiva ao Jornal Cruzeiro do Sul, que o ação contém muitos benefícios e pode integrar o público infanto juvenil ao amplo muito das histórias, mas que pode se tornar um tanto preocupante “essa troca é uma porta de entrada [...] o medo é que essa leitura não seja proveitosa” afirma.
Ana também explica a razão pela qual a prática da leitura pode ser enxergada como uma atividade desinteressante para as crianças e adolescentes, situação que agrava as buscas por livros e atividades envolvendo as bibliotecas. Segundo Ana, o cérebro não tem uma área específica dedicada à leitura, ao contrário de outras atividades, em que as crianças estão constantemente entrando em contato. "Por isso, a prática da leitura é vista como chata e exaustiva".
Outra preocupação é a criação de falsos leitores, em que crianças fariam uso da leitura dinâmica (sem aprofundamento ou absorção das informações), apenas pela troca do benefício, que neste caso seriam os jogos. A iniciativa é ótima para incentivar o contato das crianças com o mundo dos livros, porém não substitui encorajamento vindo da família.
A ação que começa nesta quinta-feira não terá uma data estipulada de encerramento, logo, os jovens terão a oportunidade de aproveitar todas as atividades semanalmente sem preocupações sobre datas. (Sabrina Alves - Programa de estágio)