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Abuso sexual

Conselho Tutelar promove atividades de conscientização do Maio Laranja

Palestra para centenas de crianças em escola estadual no Parque São Bento encerra a programação

26 de Maio de 2026 às 20:53
Thaís Verderamis [email protected]
O fluxo de proteção envolve escuta especializada, abertura de BO, comunicação aos pais e medidas de proteção
O fluxo de proteção envolve escuta especializada, abertura de BO, comunicação aos pais e medidas de proteção (Crédito: THAÍS VERDERAMIS)

O Conselho Tutelar de Sorocaba encerrou as atividades da programação do Maio Laranja, mês da campanha de combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes com uma palestra que reuniu, na tarde de ontem (26), 506 crianças, na Escola Estadual Zélia Dulce de Campos Maia, no Parque São Bento.

A atividade foi realizada na quadra da escola, o tema ainda é pouco abordado para a faixa etária dos alunos, de 11 a 14 anos, nos 6º, 7º e 8º ano do ensino fundamental. Com o apoio de um jornal, as conselheiras tutelares contaram a origem da campanha e abordaram os diferentes tipos de violência contra as crianças e adolescentes: psicológica, verbal, física e sexual.

No final dos tipos de violência, também foram tratadas as formas de denunciar os casos. Segundo a conselheira tutelar Iva Maria, depois que o Conselho começou a atuar ativamente nas escolas e fazer palestras, cresceu o número de denúncias. “Depois de uma palestra, normalmente surge a denúncia. Porque as vezes é o que a criança e o adolescente precisam ouvir para perceber ‘isso que está acontecendo comigo está errado’. Já tivemos casos de fazer a palestra e, imediatamente depois, o telefone tocar, às vezes pelos próprios alunos, querendo fazer denúncias”, afirmou.

Depois da conscientização e da denúncia, o Conselho Tutelar oferece todo o apoio necessário. A conselheira Iva explica que há um fluxo de proteção, desde a escuta especializada, a abertura do boletim de ocorrência (BO), a comunicação aos pais, medidas de proteção, todos os passos necessários para que a criança seja protegida.

Muitos casos acontecem em casa, na rua, em diversos ambientes, mas o abuso pode acontecer também dentro da escola, entre os alunos. De acordo com a conselheira tutelar Juliana Isquierdo, já houveram denúncias a respeito de colegas de classe. “Já recebemos denúncias em que um adolescente assediava as colegas. O caso foi atendido com todas as medidas necessárias”, explicou.

O situação demonstra uma deficiência, a falta de atendimento psicológico nas escolas. De acordo com Juliana, “é obrigatório ter psicólogo em todas as escolas e não existe isso no Estado de São Paulo”, conta. O profissinal atua no auxílio de situações mais complexas, como o caso de assédio dentro da escola, muitos alunos replicam no convívio social atitudes que já presenciou ou sofreu na vida.

Maio Laranja

A Campanha do Maio Laranja surgiu no dia 18 de maio de 1973, depois de um caso que repercutiu nacionalmente. Uma menina de 8 anos, Aracelli Crespo, foi sequestrada, violentada e assassinada na cidade de Vitória, no Espírito Santo.

O caso acendeu o alerta e gerou as campanhas para que toda a sociedade começasse a prevenir, denunciar e proteger as crianças.

Denúncia

Para denunciar um caso de violência contra crianças ou adolescentes basta ligar para os Direitos Humanos, no número 100, para o Conselho Tutelar de Sorocaba, no número 125, ou para a Guarda Civil Municipal, por meio do número 153.