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Mutirão digital

Campanha estadual promove app de proteção às mulheres

Mutirão digital chamado "baixaço" mobiliza influenciadoras e reforça uso do app SP Mulher Segura, que permite denúncias

23 de Maio de 2026 às 00:26
João Frizo [email protected]
"A tecnologia tem sido uma aliada muito favorável nesse enfrentamento à violência doméstica", afirma Adriana Liporoni, secretária estadual de Políticas para a Mulher (Crédito: DIVULGAÇÃO)

O Governo do Estado de São Paulo promoveu ontem (22) um mutirão digital para incentivar downloads do aplicativo SP Mulher Segura, ferramenta que amplia a rede de proteção às mulheres vítimas de violência e oferece acesso rápido a serviços de emergência, registros de ocorrência e medidas protetivas. A mobilização, chamada de “baixaço”, contou com o apoio de influenciadoras e criadoras de conteúdo nas redes sociais para ampliar o alcance da campanha.

Em entrevista à Cruzeiro FM 92,3 na manhã de ontem, a secretária estadual de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, destacou o papel da tecnologia no enfrentamento à violência doméstica.

Proteção

Segundo a secretária, o aplicativo permite que mulheres em situação de risco tenham acesso mais rápido e seguro aos serviços públicos, sem a necessidade imediata de deslocamento até uma delegacia. Entre as funcionalidades disponíveis estão o registro de boletim de ocorrência para casos de violência doméstica e crimes sexuais, solicitação de medida protetiva de urgência, acionamento do botão do pânico e localização de serviços de apoio próximos. “A tecnologia tem sido uma aliada muito favorável nesse enfrentamento à violência doméstica. O aplicativo possibilita à mulher uma forma de acesso à Justiça muito mais rápida, segura e confortável”, afirmou Adriana Liporoni durante a entrevista.

Ela explicou ainda que o aplicativo funciona 24 horas por dia e pode ser utilizado em qualquer município paulista, desde que a ocorrência tenha acontecido em território estadual.

Atendimento

Para o governo estadual, a ferramenta também reduz barreiras enfrentadas por mulheres que, muitas vezes, têm receio de sair de casa ou se expor em momentos de tensão e ameaça. “Tem mulher que está numa situação de risco e não consegue sair de casa. Às vezes, o agressor está próximo. Ela consegue se trancar no banheiro, por exemplo, fazer o boletim de ocorrência e pedir uma medida protetiva pelo aplicativo”, destaca a secretária.

O SP Mulher Segura também ganhou novas funcionalidades. Uma delas permite o cadastro de uma pessoa de confiança, chamada de “Meu Protetor”. Em situações de emergência, quando o botão do pânico é acionado, além da Polícia Militar ser comunicada, essa pessoa cadastrada também recebe o alerta e pode auxiliar a vítima.

Outra ferramenta disponível é o mapeamento da rede de proteção. Com autorização da usuária para compartilhamento da localização, o aplicativo indica os serviços públicos e unidades de atendimento mais próximos, como delegacias, Defensoria Pública e equipamentos municipais de apoio às mulheres.

Divulgação

Durante a entrevista, Adriana Liporoni reforçou a importância da denúncia e da mobilização coletiva para ampliar o alcance da ferramenta. Segundo ela, mesmo mulheres que não enfrentam situações de violência podem colaborar incentivando amigas, familiares ou conhecidas a baixar o aplicativo. “A denúncia é o melhor meio de se livrar da violência. Quando a mulher denuncia, ela entra numa rede de proteção do Estado. O Estado passa a enxergar essa mulher e consegue direcioná-la aos serviços necessários”, afirma.

A secretária também destacou o papel das influenciadoras digitais na campanha do “baixaço”. De acordo com ela, o objetivo é fazer com que a informação alcance o maior número possível de pessoas por meio das redes sociais. “A gente conta com uma mobilização geral, de influenciadores e criadores de conteúdo, para que mais pessoas conheçam esse serviço. Isso é um compromisso de todos”, diz.

Gratuito

O aplicativo SP Mulher Segura está disponível gratuitamente para celulares e integra as ações do Governo do Estado de São Paulo voltadas ao combate à violência contra a mulher e ao fortalecimento da rede de proteção.

Acesse aqui a entrevista completa.