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Celebração

Missa votiva a Santa Rita de Cássia reúne centenas de fiéis

Paróquia distribuiu 7 mil rosas e ainda faltaram flores para a celebração das 19h

22 de Maio de 2026 às 21:54
Thaís Verderamis [email protected]
Procissão demonstra fé no entorno da Paróquia Santa Rita de Cássia
Procissão demonstra fé no entorno da Paróquia Santa Rita de Cássia (Crédito: Daniel Gouveia )

A missa da Santa Rita de Cássia, conhecida como “Santa das Causas Impossíveis”, aconteceu nesta sexta-feira (22), às 19h, na paróquia Santa Rita de Cássia, na Vila Santana, e reuniu centenas de fiéis. A celebração é o encerramento da quermesse, que começou no dia 13 de maio, e contou com a presença do arcebispo dom José Roberto Palau. Durante a homilia, ele afirmou que Santa Rita de Cássia é a inspiração para que os fiéis vivam uma vida normal, mas cheia da presença de Deus, como a santa.

A festa conta com a tradicional bênção das rosas, que aconteceu na missa das 12h - na celebração das 19h, já não havia mais rosas para os fiéis (a comunidade tinha adquirido 7 mil unidades). A flor faz parte da história de Santa Rita de Cássia (1381-1457). Mulher de fé, mas comum, casou-se e teve dois filhos. Viveu momentos de muita dor e sofrimento. Teve o marido assassinado e os filhos morreram ainda jovens de pestes na época.

Depois de todo o sofrimento, foi para o convento e voltou toda a sua vida para Deus. Recebeu um espinho da cruz na testa por anos e, quando morreu, a ferida se curou e passou a exalar um cheiro de rosas. Com sua morte, a devoção em seu nome começou a realizar milagres. Foi beatificada e reúne milhões de devotos até os dias de hoje, que buscam inspiração no modo em que viveu e intercessão por suas causas e pedidos.

Devotos

Ativos na vida em comunidade e conhecedores da vida de Santa Rita de Cássia, os fiéis se inspiram na vida da santa e pedem a sua intercessão por seus pedidos mais urgentes e necessários. Na igreja, pessoas distribuiam rosas como forma de agradecimento por graças alcançadas. Outras receberam as rosas como confirmação de que seus pedidos a santa serão ouvidos e o bem e a caridade se espalham, assim como as bençãos de Deus.

A advogada e escritora Monalisa Cavalcanti cresceu dentro da paróquia de Santa Rita de Cássia, a família passou a devoção de geração em geração. Ela chegou a visitar a cidade da santa, na Itália. “Já tive a oportunidade de estar em Cássia, na terra dela, é emocionante, surreal, porque é uma região muito bonita. O convento, a clausura onde ela dormia”, conta.

A fé também permitiu diversas graças alcançadas por meio da intercessão da Santa. “Ela já me concedeu diversas graças ao longo da minha vida. Uma delas foi a aprovação em uma carteira profissional”, compartilha.

Pelo salão da quermesse, uma pequena Santa Rita de Cássia passeava pelas mesas: Luiza Ferreira Melo. A mãe, a analista logística Camila Aparecida Ferreira Melo, conta que a filha foi uma graça concedida pela intercessão de Santa Rita. “Quando eu engravidei, tive alguns problemas de saúde. O médico disse que ela nasceria no começo ou meio de junho. Eu ajoelhei e falei para Santa Rita que ela sabia tudo o que eu estava passando, que ela sabia o quanto eu era devota e que se ela estivesse comigo, que minha filha nascesse no dia dela, dia 22 de maio”, conta.

Camila ainda tentou marcar uma cesária para a data, mas não conseguiu vaga. Conta que confiou na intercessão de sua santa de devoção e, ao chegar no hospital, a bolsa estourou. Desde então, consagrou a filha a Santa Rita de Cássia e prometeu levar a filha todos os anos para a celebração.

Relatos de bênçãos e emoção se espalham por todo o salão. O casal de empresários Rodrigo Moraes Silveira e Ivone Cristina Prestes de Camargo Silveira contam que tudo o que conquistaram até os dias de hoje, são por meio da intercessão de Santa Rita de Cássia e Nossa Senhora Aparecida. “Foram muitas graças desde que a gente participa da paróquia. Acho que tudo o que a gente tem até hoje, nossa casa, nossos filhos, as bençãos dos nossos filhos, a faculdade dos meninos, tudo é intercessão dela. Meus filhos cresceram aqui, foram acólitos”, conta Ivone.