Hemonúcleo
Mudança climática causa queda de 30% nas doações de sangue
A mudança do clima para dias mais frios e chuvosos impacta as doações de sangue. O Hemonúcleo de Sorocaba registrou queda de 30% no número de doadores no período. O posto de coleta abastece todos os hospitais de Sorocaba e região e precisa de um fluxo de aproximadamente 110 a 120 doadores por dia para atender à demanda.
Segundo o gerente médico da Colsan Sorocaba, Frederico Guimarães Brandão, neste período aumentam também os impedimentos temporários. “Nessa época do ano, a gente tem muitos quadros de gripe, virose, que também geram um impedimento temporário. É uma época de vacinação, então a gente orienta: sempre que possível, se estiver com boa saúde, faça a doação antes de tomar a vacina”, explica.
A cada doação é coletada uma bolsa de 400 a 450 ml, que é enviada para o laboratório para ser processada. Desse sangue, são separados de três a quatro componentes, como as plaquetas. Após esse processo, uma única bolsa de sangue pode ajudar até quatro pessoas.
As doações devem ser feitas com intervalos mínimos. Para homens, é possível doar sangue a cada dois meses, até, no máximo, quatro vezes ao ano. Já as mulheres devem manter um intervalo de três meses entre as doações, atingindo até três doações ao ano.
Quem pode doar?
Para fazer a doação, é necessário ter de 16 a 69 anos, pesar mais de 50 quilos, procurar a Colsan com um documento oficial com foto, estar em bom estado de saúde e bem alimentado, evitando alimentos gordurosos por pelo menos três horas antes da doação.
Não devem doar sangue pessoas com risco de doenças transmissíveis pelo sangue (usuários de drogas injetáveis e inalatórias, pessoas que praticam sexo não seguro com vários parceiros ou portadores de Aids ou hepatite).
Campanhas e incentivo
Campanhas online para pacientes que necessitam de doações mobilizam a população. Nos últimos dias, uma campanha para um bebê de 11 meses que enfrenta uma doença chamada anemia hemolítica autoimune sensibilizou pessoas até da região. A analista de recursos humanos Pérola de Moraes Gomes, de Itu, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), viu a história da criança e resolveu fazer a primeira doação. “Nós somos de Itu. Já tinha essa vontade de doar sangue, mas tinha a questão de vir para Sorocaba; sempre acabava colocando algum empecilho. Mas, dessa vez, a nossa motivação foi ver o bebezinho, tão pequenininho. Ele só precisava de sangue e, mesmo tantas pessoas vindo doar, ainda assim o sangue não era compatível com o dele. Aí fica aquela sensação: será que o meu é?”, compartilha.
A ajudante-geral também resolveu fazer a primeira doação. O bebê que está precisando das doações é neto de uma colega de trabalho e fez com que ela procurasse a Colsan. “Ela postou no Facebook, eu vi e vim fazer a doação”, conta.
A comoção encheu as cadeiras de doação do hemonúcleo. O corretor de imóveis Marcos Cesar Funes já era doador de sangue, mas, pela correria, não faz doações frequentes. Ainda assim, compareceu após conhecer a história do bebê. “Eu vim para ajudar o menino que está precisando. Veio o pessoal todo da imobiliária”, conta.
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