Polícia
Novo comandante do CPI-7 defende integração das forças de segurança
Atenção permanente aos índices criminais também é uma das metas
O coronel Ricardo Lopes de Souza Salomão assumiu oficialmente, nesta terça-feira (12), o comando do Comando de Policiamento do Interior-7, sediado em Sorocaba. Durante coletiva de imprensa realizada após a cerimônia de apresentação, o novo comandante destacou o vínculo histórico com a região, defendeu a integração entre forças de segurança e afirmou que a corporação seguirá concentrada no enfrentamento ao crime organizado e no monitoramento constante dos índices criminais.
A nomeação do coronel foi publicada no Diário Oficial do Estado em 29 de abril, em decreto assinado pelo governador Tarcísio de Freitas. Ele substitui o coronel Fábio Sérgio do Amaral no comando regional da Polícia Militar.
Natural de Botucatu, Salomão afirmou que possui relação próxima com a área do CPI-7 desde o início da carreira na corporação. Segundo ele, apesar de nem sempre ter atuado diretamente em Sorocaba, a vivência profissional construída em batalhões da região trouxe conhecimento das necessidades locais e aproximação com as equipes operacionais. “Temos uma convivência na área do CPI-7 como um todo há cerca de 25 anos”, afirma.
O coronel relembrou ainda a trajetória dentro da Polícia Militar. Ele ingressou na corporação em 1996, formou-se em 1999 na Academia do Barro Branco e iniciou a carreira na capital paulista, no 16º Batalhão da Polícia Militar, na região do Comando de Policiamento Metropolitano-5 (CPM-5). Pouco tempo depois, foi transferido para o interior e permaneceu por décadas na área do CPI-7, deixando temporariamente a região apenas após a promoção ao posto de coronel, quando passou rapidamente pelo CPI-8, em Presidente Prudente. “O CPI-7 é minha casa. Então, eu estou muito feliz”, declara.
Planejamento
Questionado sobre possíveis mudanças no comando regional, Salomão afirmou que a gestão seguirá as diretrizes estabelecidas no planejamento estratégico da Polícia Militar até 2031. Segundo ele, não haverá ruptura nas ações já desenvolvidas pela corporação. “Hoje, na Polícia Militar e no CPI-7, temos um planejamento estratégico que está caminhando até 2031. O que queremos é seguir o que está ali”, explica.
De acordo com o comandante, os principais pilares continuam sendo o combate ao crime organizado, a integração entre forças policiais e a valorização dos profissionais da segurança pública. “O que muda, na realidade, são as formas de pensamento de cada pessoa. Mas a gente vai fazer a gestão em cima do que o plano de comando da Polícia Militar pede”, afirma.
Integração
Durante a coletiva, Salomão destacou que pretende fortalecer o relacionamento entre as forças de segurança, instituições públicas e sociedade civil organizada. Segundo ele, a cooperação entre os diferentes setores é essencial para ampliar a sensação de segurança da população. “Eu primo pela integração entre as forças de segurança, as forças vivas da sociedade, as instituições constituídas e os poderes constituídos”.
O comandante também afirmou que a valorização do policial militar será um dos focos da gestão. Para ele, o trabalho realizado pelos agentes nas ruas é indispensável para os resultados operacionais da corporação. “Sem ele, o combate ao crime não aconteceria. O homem lá na ponta da linha”, comenta.
Crimes
Ao abordar os indicadores criminais da região, Salomão afirmou que o CPI-7 acompanha constantemente oscilações nos índices e reforçou que operações policiais continuarão sendo realizadas sempre que houver aumento em determinados crimes. “A gente vem numa tendência de queda na área do Estado, e no CPI-7 não é diferente”, afirma.
Segundo ele, mesmo em cenários considerados positivos, o acompanhamento precisa permanecer contínuo para evitar piora nos indicadores. “Se a gente parar de olhar, parar de se preocupar diante de uma situação que está boa, essa situação tende a piorar”, declara.
Questionado sobre os recentes roubos de canetas emagrecedoras registrados em farmácias, o comandante afirmou que crimes patrimoniais continuam sendo uma das principais preocupações da corporação por envolverem violência e risco às vítimas. “O roubo sempre é uma preocupação porque ele traz a violência direta contra a vítima”, diz.
Salomão também chamou atenção para os impactos emocionais causados por furtos a residências. Segundo ele, mesmo crimes sem violência direta podem gerar forte sensação de insegurança na população. “Você chega na sua casa e encontra tudo revirado. Você se sente totalmente inseguro”, afirma.
Abrangência regional
O CPI-7 é responsável pelo policiamento de 78 municípios do interior paulista e conta com nove batalhões subordinados, entre eles o 14º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP). A estrutura engloba unidades sediadas em Sorocaba, Votorantim, Itu, Itapetininga, Botucatu, Avaré e Itapeva.
Ao comentar especificamente sobre Sorocaba, o novo comandante destacou o crescimento populacional da cidade e lembrou da criação do 55º Batalhão da Polícia Militar, inaugurado em 2025 para reforçar o policiamento na região.
“Esses olhos já estão abertos e continuarão”, afirma ao comentar o acompanhamento da segurança pública em Sorocaba e cidades vizinhas.
No encerramento da coletiva, Salomão afirmou que pretende manter atenção equilibrada às demandas de todos os municípios subordinados ao CPI-7. “São nove filhos e a gente não pode amar mais um filho do que outro”, conclui.
Galeria
Confira a galeria de fotos