Legislativo
Obras viárias e marginais dominam planejamento da prefeitura para 2027
A Câmara de Sorocaba avança nas discussões a respeito da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, com destaque para o planejamento apresentado pela Secretaria de Parcerias (Separ). Com previsão de investimento de aproximadamente R$ 67 milhões, a pasta concentra os principais projetos da cidade, especialmente nas áreas de mobilidade urbana e desenvolvimento viário. Entre os destaques estão intervenções como o alteamento (obra de engenharia que consiste em elevar a altura do nível da pista de rolamento) da avenida 15 de Agosto, que margeia o rio Sorocaba; a criação de uma intersecção entre a avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes e o córrego Piratininga, além de um complexo viário ligando a rodovia Castello Branco à malha urbana.
Também integra o pacote a interligação da avenida Adão Pereira de Camargo com a rua Benedito Camargo, buscando melhorar o fluxo e reduzir gargalos históricos no trânsito.
Outro eixo estratégico é a implantação da Marginal Direita do rio Sorocaba e da Marginal Itanguá II, com a criação de um parque linear integrado. O plano inclui ainda a construção de uma ponte entre as avenidas Arthur Bernardes e 15 de Agosto, além de ações de reassentamento habitacional, arborização urbana e recuperação ambiental.
Durante a audiência, realizada na segunda-feira (4), os projetos da Separ também questionados por vereadores, principalmente em relação aos impactos ambientais e riscos de alagamento. Em resposta, a secretária Jéssica Pedrosa afirmou que estudos técnicos foram realizados e que existe preocupação ambiental em todas as etapas dos projetos.
Além das obras viárias, a Separ também prevê intervenções em áreas de lazer, com melhorias e ampliações nos parques do córrego Itanguá e Ouro Fino, que serão conectados por ciclovias e receberão novos equipamentos urbanos.
Turismo e cultura
A Secretaria de Turismo (Setur) apresentou uma projeção bem mais modesta, de cerca de R$ 3,1 milhões, voltada principalmente à promoção da cidade e ao incentivo a eventos. A pasta informou que também estuda a retomada de grandes eventos tradicionais, como feiras e exposições, e investimentos na valorização do patrimônio histórico.
A Secretaria de Cultura prevê investimento de R$ 17,7 milhões, com foco na implementação de políticas culturais, apoio a artistas locais, realização de eventos e preservação do patrimônio histórico. Apesar das iniciativas, o orçamento foi considerado limitado por parlamentares, que apontaram a necessidade de maior investimento na área. Ainda assim, a pasta considera parcerias e patrocínios para ampliar suas ações. (Da Redação)