Buscar no Cruzeiro

Buscar

Abastecimento

Reservatórios da região operam com níveis estáveis

Itupararanga, Ferraz/Castelinho e Ipaneminha estão com níveis de cerca de 90% do volume útil

27 de Abril de 2026 às 19:53
Vernihu Oswaldo [email protected]
Represa de Itupararanga, que abastece grande parte de Sorocaba e região, foi construída em 1912 pela Light
Represa de Itupararanga, que abastece grande parte de Sorocaba e região, foi construída em 1912 pela Light (Crédito: CORTESIA)

A aproximação do inverno brasileiro preocupa. A estação costuma ser seca, o que levanta dúvidas entre os sorocabanos sobre a capacidade dos reservatórios de água de manter a cidade sem necessidade de racionamento. Por enquanto, os principais reservatórios que abastecem a região de Sorocaba operam com níveis considerados normais para o período, segundo dados atualizados de órgãos responsáveis pelo sistema hídrico do município.

A represa de Itupararanga, principal manancial da região, que abastece grande parte de Sorocaba e Votorantim, por exemplo, registrou no dia 21 de abril de 2026 nível de 822,86 metros e volume útil de 87,27%, conforme dados oficiais disponibilizados pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), responsável pela Usina Hidrelétrica.

Já os sistemas Ferraz/ Castelinho e Ipaneminha, que também integram o abastecimento da cidade, operam com cerca de 90% da capacidade total, de acordo com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba.

Apesar do cenário estável, informações estratégicas sobre a segurança do abastecimento em situações críticas ainda não são detalhadas pelas autoridades. Segundo a autarquia, os níveis atuais são compatíveis com esta época do ano e sofrem variações naturais em função do regime de chuvas. O órgão afirma que mantém monitoramento constante dos indicadores de consumo e dos reservatórios para garantir o fornecimento de água à população.

Mesmo com os índices considerados positivos, especialistas costumam apontar que o período de estiagem exige atenção redobrada, já que a redução no volume de chuvas pode impactar diretamente a reposição dos mananciais ao longo dos meses mais secos.

Perdas e estimativas

Os dados também indicam que o município ainda enfrenta perdas relevantes na distribuição. Em 2025, o índice total foi de 34,32%, sendo 18,6% de perdas reais, relacionadas a vazamentos, e 15,72% de perdas aparentes, como falhas de medição e ligações irregulares. Ainda assim, o indicador apresenta melhora gradual nos últimos anos e se mantém abaixo da média nacional, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), que indica cerca de 39,9%.

Apesar disso, a autarquia foi questionada, mas não informou parâmetros como o nível mínimo considerado seguro para o abastecimento nem estimativas de quanto tempo o sistema suportaria em caso de estiagem prolongada sem reposição hídrica significativa.

Sem esses indicadores, não é possível dimensionar com precisão a margem de segurança do sistema em cenários mais extremos, como períodos prolongados sem chuvas ou aumento expressivo no consumo.

Histórico

Em 2014, foi registrada uma crise hídrica das mais severas em Sorocaba. Na ocasião, a represa de Itupararanga chegou a operar com cerca de 29% do volume útil. Em 2021, o nível voltou a se aproximar desse patamar, chegando a cerca de 26%, evidenciando a vulnerabilidade do sistema em períodos de estiagem mais severa.