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Planos de trabalho

Ciesp aposta em ‘quatro Cs’ para fortalecer indústria de Sorocaba

Com exportações em alta e falta de mão de obra no radar, entidade define prioridades para o novo mandato

22 de Abril de 2026 às 23:25
Vernihu Oswaldo [email protected]
Da esquerda para a direita: Carlos Hingst Corrá, diretor-presidente da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA); Rubens Cury Basso, diretor editorial da FUA; Valdir Paezani, 2º vice-diretor do Ciesp Sorocaba; César Augusto Ferraz dos Santos, diretor vice-presidente da FUA; Rodrigo Figueiredo, diretor titular do Ciesp; Eva Paulino, gerente regional do Ciesp; e Reinaldo Morato do Amaral, diretor secretário da FUA
Da esquerda para a direita: Carlos Hingst Corrá, diretor-presidente da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA); Rubens Cury Basso, diretor editorial da FUA; Valdir Paezani, 2º vice-diretor do Ciesp Sorocaba; César Augusto Ferraz dos Santos, diretor vice-presidente da FUA; Rodrigo Figueiredo, diretor titular do Ciesp; Eva Paulino, gerente regional do Ciesp; e Reinaldo Morato do Amaral, diretor secretário da FUA (Crédito: REINALDO SANTOS)

A nova diretoria Regional de Sorocaba do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) visitou a Fundação Ubaldino do Amaral (FUA) - mantenedora do jornal Cruzeiro do Sul e do Colégio Politécnico - na tarde de ontem (22). O diretor titular, Rodrigo Figueiredo, apresentou os planos da entidade para o novo mandato. Ele estava acompanhado do 2º vice-diretor, Valdir Paezani e da gerente regional Eva Paulino.

Os representantes foram recebidos por integrantes da diretoria da FUA: o diretor-presidente, Carlos Hingst Corrá; o diretor vice-presidente, César Augusto Ferraz dos Santos; o diretor secretário, Reinaldo Morato do Amaral; e o diretor editorial, Rubens Cury Basso.

De acordo com Rodrigo, a nova diretoria regional do Ciesp iniciou o mandato, em janeiro de 2026, com foco em quatro frentes estratégicas: comunicação, conexões, competitividade e colaboração — os chamados “quatro Cs”.

Segundo o diretor, a proposta é ampliar o diálogo com os associados e fortalecer a relação com o poder público, outras entidades do setor e a sociedade civil. A meta também inclui reforçar a competitividade das indústrias locais diante de um cenário econômico considerado desafiador.

Indústria em Sorocaba

Rodrigo também comentou sobre o cenário industrial da cidade. “Sorocaba tem se destacado como um polo industrial relevante no Estado de São Paulo, especialmente nos setores metal-mecânico, automotivo, químico e de energia.”

O ambiente de negócios é apontado como um dos fatores que mantêm a atratividade da cidade para novos investimentos. A presença de universidades, a estrutura logística e a articulação entre instituições contribuem para esse cenário. Nos últimos anos, houve também expansão de empreendimentos logísticos na região, impulsionados pelo crescimento do comércio eletrônico.

“Em 2025, em relação a 2024, tivemos um aumento de pouco mais de 20% — cerca de 22,5% — no volume exportado.”

No primeiro trimestre de 2026, Sorocaba exportou US$ 572.108.215, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Os principais produtos são da indústria automotiva, tanto veículos quanto autopeças. O valor é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando somou US$ 609.536.642.

Outro desafio apontado é a falta de mão de obra, tanto operacional quanto qualificada. Instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) têm papel relevante na formação profissional, mas a avaliação é de que ainda há necessidade de planejamento a médio e longo prazo para reduzir o déficit.

A relação entre universidades e indústria também pode avançar. Apesar de iniciativas de aproximação, o setor ainda aponta distância entre a formação acadêmica e as demandas do mercado. Mesmo com os desafios, empresas já instaladas continuam investindo na cidade. Um dos exemplos é a Toyota, que mantém operações em Sorocaba desde 2012 e anunciou novos aportes até 2030.