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CPI do CHS vai ser aberta na Câmara

Situação do Centro Hospitalar de Sorocaba discutida em audiência pública no dia 8 de abril

22 de Abril de 2026 às 15:36
Da Redação [email protected]
 O anúncio oficial da instauração pode acontecer na sessão de hoje (23) na Câmara
O anúncio oficial da instauração pode acontecer na sessão de hoje (23) na Câmara (Crédito: Arquivo / JCS)

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito está em processo de instauração na Câmara de Sorocaba, conduzida pelos vereadores Ítalo Moreira (Missão), Fernanda Garcia (PSOL), Iara Bernardi e Izídio de Brito (ambos do PT). O objetivo é ‘apurar, de forma rigorosa e pormenorizada, as circunstâncias fáticas que vitimaram cidadãos no interior do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS)‘, informa a assessoria do vereador Ítalo em um comunicado. A busca por assinaturas de outros vereadores começou ontem (22) e, segundo as informações apuradas, o número necessário de 11 assinaturas foi alcançado. O anúncio oficial da instauração pode acontecer na sessão de hoje (23) na Câmara.

Assinaram também a CPI os seguintes vereadores: Silvano Júnior (Republicanos), Cláudio Sorocaba (PSD), Henri Arida (MDB), Toninho Corredor (Agir), Raul Marcelo (PSOL), Rodolfo Ganem (Podemos) e Jussara Fernandes (Republicanos). A situação no CHS foi discutida em uma audiência pública na Casa no dia 8 de abril. Os parlamentares afirmaram que ‘o ambiente de trabalho é insalubre, com falta de higiene e de manutenção, sem ar-condicionado em diversos setores e goteiras na UTI neonatal. Os funcionários sofrem com desrespeito, falta de equipamentos de segurança individual e sobrecarga de trabalho. Há móveis enferrujados e situações absurdas, como larvas saindo do ar-condicionado. Como resultado, o atendimento aos pacientes se torna precário, com altos índices de complicações médicas e mortalidade, especialmente na maternidade‘, diz o texto da comunicação da Câmara.

Em um dos episódios mais graves relatados, uma família presente na audiência compartilhou o caso do filho. O bebê nasceu prematuro de sete meses e morreu após três meses de internação. Os pais alegaram negligência. Sobre esses fatos, na época, o CHS afirmou que lamentava o ocorrido e que acolheu a família, prestando esclarecimentos sobre o atendimento e o tratamento adotados. Afirmou ainda que, além de instaurar apuração interna, prestaria esclarecimentos técnicos ao Ministério Público. O CHS é administrado pelo Serviço Social da Construção (Seconci), organização social (OS) contratada pelo governo de São Paulo.

O vereador Izídio destacou que, ‘em uma cidade com mais de 700 mil habitantes e que é referência em saúde para 48 municípios da região, não pode haver esse tipo de problema, especialmente porque os hospitais estaduais são os responsáveis por atendimentos de média e alta complexidade no SUS‘, diz o texto da assessoria.

Diante da situação e de outros relatos na audiência, incluindo de funcionários, diversos vereadores fizeram denúncias ao Ministério Público e pediram auditoria do SUS. Foi nesse dia que ficou decidido que seria proposta a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias contra o CHS.