Acima da média
Chuva de uma hora em Sorocaba equivale a 75% do esperado para abril
Temporal de sábado provocou alagamentos, queda de árvores e falta de energia em diversos bairros
O domingo (20) amanheceu com uma tarefa: limpar a cidade. E assim foi desde a madrugada. Durante a forte chuva que atingiu Sorocaba no sábado (19), foram registrados pontos de alagamento, além de 18 ocorrências de queda de árvores, segundo a prefeitura, e falta de energia em diversos bairros.
De acordo com a Defesa Civil do Estado, a chuva, que durou pouco mais de uma hora, acumulou cerca de 44 milímetros. A média mensal histórica da cidade para abril é de aproximadamente 57 milímetros, o que significa que apenas o volume registrado no sábado representa cerca de 75% do esperado para todo o mês.
Ainda segundo a Defesa Civil, “danos na rede elétrica foram registrados, com falta de energia em diversos bairros, incluindo o Terminal de Ônibus São Paulo e o Serviço Social do Comércio (Sesc), localizados na região central”.
Danos recorrentes
O rio Sorocaba, que dá nome à cidade e corta o Centro, voltou a transbordar no sábado. A rua Saliba Mota amanheceu no domingo coberta de barro. A via fica próxima aos bairros Além Ponte e Jardim Pelegrino.
Moradores da região afirmam que estão acostumados com as enchentes e com a água invadindo suas casas. Os prejuízos, segundo eles, são recorrentes.
O senso de comunidade chama atenção. Além de ajudarem vizinhos da parte mais baixa da rua, mais atingidos pelas inundações, alguns voluntários passaram parte da noite de sábado alertando motoristas sobre um grande buraco escondido pela água.
Na manhã de domingo, o buraco permanecia no local, junto a muita lama. A área fica próxima ao rio e é frequentemente atingida.
Além desse ponto, moradores relatam que a cidade enfrenta problemas recorrentes com as chuvas. Um morador da região norte afirmou que, a cada temporal, o local é tomado por ansiedade e medo, principalmente pelo risco de queda de árvores.
Outros moradores também relataram a perda de alimentos armazenados em geladeiras devido à falta de energia.