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Tentativa de retorno termina em afastamento de diretor do CHS

Médico teve mandado de prisão revogado pela Justiça

17 de Abril de 2026 às 12:44
Da Redação [email protected]
 Diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) - Bruno Toldo
Diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) - Bruno Toldo (Crédito: Fábio Rogério )

O médico Bruno Toldo, 45 anos, foi afastado da direção do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), nesta quinta-feira (16). A decisão foi tomada pelo Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP), entidade responsável pela administração do hospital. O afastamento ocorreu no mesmo dia em que o médico tentou retornar ao trabalho, após ter o mandado de prisão revogado pela Justiça.

Toldo era considerado foragido desde fevereiro, quando teve a prisão preventiva decretada por descumprir uma medida protetiva em um caso de violência doméstica. Em nota, o Seconci-SP informou que o profissional foi afastado temporariamente até que o caso seja devidamente apurado.

O Tribunal de Justiça também foi procurado, mas informou que o processo corre em segredo de Justiça, e não forneceu mais detalhes a respeito do caso.

A defesa de Bruno Toldo também foi questionada sobre o novo afastamento, além das denúncias de violência doméstica e a legalidade da prisão preventiva. Em resposta, agradeceu os questionamentos, mas informou que, "neste momento, não irá se manifestar".

Relembre o caso

A Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra Bruno Toldo, médico gestor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), por meio da Vara do Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Sorocaba. no dia 13 de fevereiro. Na ocasião, Toldo não foi localizado.

O médico é acusado de violência doméstica contra a ex-companheira. Segundo documentos que o Cruzeiro do Sul teve acesso, a medida é preventiva para que seja garantida a segurança da vítima e sua família até que ocorram as investigações.

Um boletim de ocorrência (BO) teria sido registrado contra Bruno no dia 23 de janeiro. Ele teria sido intimado pela Polícia Civil e sido informado a respeito da medida protetiva, ordens restritivas e afastamento do lar. Horas após o ocorrido, no mesmo dia, Bruno teria voltado ao imóvel, descumprindo a medida.

O Seconci-SP, que administra o CHS, afastou o médico no dia 18 de fevereiro, "desde que tomamos conhecimento de acusações, no âmbito criminal, que estão sendo apuradas pela Polícia Civil de Sorocaba”, disse em nota na época. “O afastamento se faz necessário para que o médico atenda às determinações das autoridades e será mantido até que todos os fatos relativos à sua vida pessoal sejam definitivamente esclarecidos”.

O acusado teria apresentado conduta inadequada em um episódio anterior. Segundo publicado pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), em março de 2025, houve um protesto contra Bruno por atos de violência contra a diretora do sindicato da região de Sorocaba.