Cobrança
Câmara quer explicações da prefeitura sobre as unidades do Sabe Tudo
Vereador cobra informações sobre reformas, abandono e funcionamento dos espaços de informática em Sorocaba
As unidades do Sabe Tudo em Sorocaba, espaços criados na gestão do ex-prefeito Vitor Lippi (PSDB) para o fornecimento de cursos e serviços de informática, voltaram ao radar da Câmara. O vereador Cristiano Passos (Republicanos) trouxe o debate sobre o uso e o abandono desses espaços na sessão ordinária de ontem (14), por meio de requerimento destacado e aprovado na Casa. O vereador já havia feito um requerimento sobre o problema e comentou a resposta do Executivo acerca das unidades do Sabe Tudo.
Segundo informações da Câmara, “após muitos anos de abandono, algumas unidades do Sabe Tudo foram reformadas e reativadas como ‘Sabe Tudo Conect@’, porém estamos recebendo reclamações de que ainda existem unidades em situação de abandono”, afirma Cristiano Passos, em texto da assessoria. Em resposta ao seu requerimento anterior, continua o texto, o Executivo informou que já foi feita a manutenção de oito unidades do Sabe Tudo e que a reforma das outras 15 unidades está em fase de elaboração de projeto técnico para início do processo licitatório. O município tem 32 prédios do Sabe Tudo, com oito deles passando por reformas, conforme dados de reportagem do Cruzeiro do Sul, de julho de 2025.
Passos observa que algumas unidades receberam limpeza e roçagem do mato alto, porém ainda necessitam de manutenção. O vereador afirma que esses espaços acabam sendo alvo de baderneiros que vêm degradando ainda mais os locais, além de serem usados para consumo de drogas e prostituição.
Em seu requerimento, Cristiano Passos questiona o Executivo sobre o andamento do projeto de reformas do “Sabe Tudo” e se as unidades que faltam já entraram em licitação. Também pergunta sobre prazos e a possibilidade de acompanhamento do processo.
Projetos aprovados
A Casa ainda analisa juridicamente os pedidos protocolados por vereadores sobre a situação fiscal da cidade. Parlamentares como Dylan Dantas (PL), Iara Bernardi e Izídio Brito (ambos do PT) protocolaram os pedidos na semana passada, após alertas emitidos pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Os vereadores questionam a mudança de discurso e pedem informações detalhadas ao Executivo sobre arrecadação, despesas, cumprimento de metas fiscais e execução orçamentária. Também solicitam esclarecimentos sobre possíveis contingenciamentos, suplementações e definição de prioridades.
Em segunda discussão na sessão de ontem, foi aprovado o Projeto de Lei nº 672/2025, de autoria do vereador Henri Arida (MDB), que institui o Programa Municipal de Apoio às Gestantes em Situação de Crise — voltado a mulheres em situação de vulnerabilidade emocional, social ou econômica, especialmente aquelas que enfrentam dificuldades relacionadas à continuidade da gestação.
Fechando a ordem do dia, foi aprovado o Projeto de Lei nº 33/2026, de autoria do vereador Luis Santos (Republicanos), presidente da Casa, que inclui no calendário oficial do município o mês intitulado “Dezembro Cinza”, em homenagem aos agentes das forças de segurança pública falecidos ou incapacitados em decorrência do exercício da profissão. Para fins da norma, são considerados agentes das forças de segurança pública: policiais militares, bombeiros militares, policiais civis do Estado de São Paulo e integrantes da Guarda Civil Municipal de Sorocaba.
Já o Projeto de Lei nº 663/2025, de autoria do vereador Izídio de Brito (PT), que institui o programa de transporte público gratuito para pacientes em tratamentos contínuos ou de alta complexidade, foi retirado de pauta após o recebimento de emendas. Além disso, a assessoria jurídica o considerou inconstitucional por invadir a competência do Executivo e por não apresentar estimativa de impacto financeiro. O projeto será revisto para adequação do texto e retornará à pauta futuramente. (Da Redação)