Saúde
Vacinação contra gripe tem baixa adesão e em Sorocaba já são 5 mortos
Dados da Secretaria Municipal da Saúde apontam que, até o momento, foram aplicadas 18.079 doses
A campanha de vacinação contra a influenza segue em andamento em todo o Estado de São Paulo desde 28 de março, mas em Sorocaba a adesão ainda está abaixo do esperado. Dados da Secretaria Municipal da Saúde apontam que, até o momento, foram aplicadas 18.079 doses, o que representa apenas 7,92% de cobertura vacinal – bem distante da meta de 90%.
Mesmo com números menores em 2026 até o momento, a doença continua causando impacto. Neste ano, o município registrou 28 casos de influenza – sendo 26 do tipo A e 2 do tipo B – e cinco mortes (quatro por influenza A e uma por influenza B). Em 2025, os números foram significativamente mais altos: 227 casos, com predominância do vírus influenza A (213 registros), além de 26 óbitos.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a imunização está disponível em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todos os municípios paulistas e é considerada a principal forma de prevenção contra a doença, reduzindo casos graves, internações e mortes, especialmente no período de maior circulação de vírus respiratórios.
Em Sorocaba, o imunizante pode ser encontrado nas 33 UBSs da cidade. Além disso, ações específicas vêm sendo realizadas em locais como Clube do Idoso, SOS, clínicas de repouso e penitenciárias para ampliar o acesso aos grupos prioritários.
Além dos casos de influenza, os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) em 2026 incluem 11 confirmações por Covid-19, 24 ainda em investigação, 63 não especificados e cinco causados por outros vírus respiratórios, como vírus sincicial respiratório, metapneumovírus e rinovírus.
Segundo o médico infectologista Marcos Vinicius, o vírus da influenza pode provocar desde quadros leves até complicações graves.
“O vírus causa um processo inflamatório das vias respiratórias superiores e inferiores, podendo evoluir para síndrome respiratória aguda grave e até morte em casos mais severos”, explica.
Entre as principais complicações estão insuficiência respiratória, pneumonias e infecções bacterianas secundárias, como otite, sinusite e sepse. O médico ressalta que o comprometimento do sistema imunológico facilita a entrada de bactérias, agravando o quadro clínico.
Os grupos mais vulneráveis incluem idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas, como diabetes, cardiopatias e doenças respiratórias. No entanto, o especialista alerta que pessoas sem comorbidades também podem evoluir para formas graves da doença.
Sintomas como febre persistente, tosse intensa, cansaço e piora do estado geral são sinais de alerta e indicam a necessidade de procurar atendimento médico.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacina é a melhor forma de proteção, tanto individual quanto coletiva. Além de reduzir o risco de complicações, a imunização contribui para diminuir a circulação do vírus na comunidade.
Entre os grupos prioritários estão crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, gestantes, profissionais da saúde, professores, pessoas com doenças crônicas, entre outros públicos mais suscetíveis a complicações.
A orientação das autoridades de saúde é que a população procure as UBSs o quanto antes para se vacinar e também mantenha medidas de prevenção, como higienização das mãos e etiqueta respiratória.