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Saúde

Abastecimento de remédios de alto custo segue instável na RMS

Embora parte do estoque tenha sido normalizada, prefeituras da região ainda relatam a falta de itens essenciais

09 de Abril de 2026 às 22:08
Thaís Verderamis [email protected]
 Em Votorantim, farmácia de alto custo registra falta de quatro medicamentos
Em Votorantim, farmácia de alto custo registra falta de quatro medicamentos (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO)

As farmácias de alto custo ainda não estão abastecidas por completo na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). As prefeituras relatam que boa parte dos medicamentos já foi entregue; no entanto, ainda há falta de alguns itens para o fornecimento aos pacientes cadastrados.

Em Votorantim, a farmácia de alto custo apresenta falta de quatro medicamentos: Olanzapina 10 mg (comprimido), Olanzapina 5 mg (comprimido), Quetiapina 100 mg (comprimido) e Somatropina 12 UI injetável (frasco-ampola). Segundo a prefeitura, no dia 25 de março, a Secretaria de Saúde retirou o malote no Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba, ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Na listagem oficial, os respectivos medicamentos constavam como em falta.

Uma das pacientes de Votorantim, que teve o fornecimento atrasado na época da transição de operador logístico, afirmou que hoje consegue retirar a medicação própria e a da filha na cidade sem maiores dificuldades.

Já em Piedade, a prefeitura informou que a situação está quase normalizada. ‘Temos dois pacientes sem medicação: um desde fevereiro e outro desde março que está sem devolutiva, aguardando resposta por parte do Estado sobre o processo‘, explica a administração. Os medicamentos aguardados são o Ustequinumabe 45mg e o Umeclidínio 62,5mcg/Vilanterol 25mcg.

Em Ibiúna, um paciente procurou a reportagem para denunciar a falta de fármacos. A Prefeitura de Ibiúna, por sua vez, informou que os medicamentos foram oferecidos e que apenas o Clobazam está enfrentando uma crise de desabastecimento tanto nas farmácias comerciais quanto nas abastecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF), após a transição do operador logístico, a situação foi estabilizada. O órgão afirma que segue monitorando o cenário: ‘A CAF realiza o acompanhamento contínuo da unidade para garantir a regularidade no fornecimento e a adequada assistência à população‘, informa a nota.

O que é?

A Farmácia de Alto Custo faz parte do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF). Ela é responsável por fornecer medicamentos que possuem um valor unitário elevado ou que exigem tratamento prolongado. Esses remédios são destinados a doenças crônicas ou raras, como esclerose múltipla, artrite reumatoide, mal de Alzheimer e transtornos mentais graves. O fornecimento é feito gratuitamente pelo SUS, mas exige que o paciente cumpra critérios específicos (protocolos clínicos) e apresente laudos médicos atualizados para a abertura de um processo administrativo junto ao Estado.