Saúde
Abastecimento de remédios de alto custo segue instável na RMS
Embora parte do estoque tenha sido normalizada, prefeituras da região ainda relatam a falta de itens essenciais
As farmácias de alto custo ainda não estão abastecidas por completo na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). As prefeituras relatam que boa parte dos medicamentos já foi entregue; no entanto, ainda há falta de alguns itens para o fornecimento aos pacientes cadastrados.
Em Votorantim, a farmácia de alto custo apresenta falta de quatro medicamentos: Olanzapina 10 mg (comprimido), Olanzapina 5 mg (comprimido), Quetiapina 100 mg (comprimido) e Somatropina 12 UI injetável (frasco-ampola). Segundo a prefeitura, no dia 25 de março, a Secretaria de Saúde retirou o malote no Departamento Regional de Saúde (DRS) de Sorocaba, ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Na listagem oficial, os respectivos medicamentos constavam como em falta.
Uma das pacientes de Votorantim, que teve o fornecimento atrasado na época da transição de operador logístico, afirmou que hoje consegue retirar a medicação própria e a da filha na cidade sem maiores dificuldades.
Já em Piedade, a prefeitura informou que a situação está quase normalizada. ‘Temos dois pacientes sem medicação: um desde fevereiro e outro desde março que está sem devolutiva, aguardando resposta por parte do Estado sobre o processo‘, explica a administração. Os medicamentos aguardados são o Ustequinumabe 45mg e o Umeclidínio 62,5mcg/Vilanterol 25mcg.
Em Ibiúna, um paciente procurou a reportagem para denunciar a falta de fármacos. A Prefeitura de Ibiúna, por sua vez, informou que os medicamentos foram oferecidos e que apenas o Clobazam está enfrentando uma crise de desabastecimento tanto nas farmácias comerciais quanto nas abastecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF), após a transição do operador logístico, a situação foi estabilizada. O órgão afirma que segue monitorando o cenário: ‘A CAF realiza o acompanhamento contínuo da unidade para garantir a regularidade no fornecimento e a adequada assistência à população‘, informa a nota.
O que é?
A Farmácia de Alto Custo faz parte do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF). Ela é responsável por fornecer medicamentos que possuem um valor unitário elevado ou que exigem tratamento prolongado. Esses remédios são destinados a doenças crônicas ou raras, como esclerose múltipla, artrite reumatoide, mal de Alzheimer e transtornos mentais graves. O fornecimento é feito gratuitamente pelo SUS, mas exige que o paciente cumpra critérios específicos (protocolos clínicos) e apresente laudos médicos atualizados para a abertura de um processo administrativo junto ao Estado.