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Operação Digital Trash

Operação mira influenciadores suspeitos de crimes em Sorocaba

Ação foi realizada em bairros da zona norte e oeste da cidade

09 de Abril de 2026 às 13:26
Da Redação [email protected]
Houve apreensão de um veículo e de outros bens de valor que podem estar ligados aos fatos investigados
Houve apreensão de um veículo e de outros bens de valor que podem estar ligados aos fatos investigados (Crédito: Divulgação/Polícia Civil )

Uma operação policial realizada na manhã desta quinta-feira (9) em bairros das zonas norte e oeste de Sorocaba investiga influenciadores digitais suspeitos de praticar e divulgar crimes nas redes sociais. A ação faz parte da Operação Digital Trash – fase “Grau Zero”, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Polícia Civil. Uma pessoa foi presa em flagrante.

A investigação apura a possível prática de diversos crimes, entre eles crimes contra as relações de consumo, infrações de trânsito, lavagem de dinheiro, associação criminosa e adulteração de identificação de veículos.

Segundo o delegado da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba, Rodrigo Ayres, a ação é resultado de uma investigação que apura a atuação de influenciadores envolvidos em diferentes crimes. ”As investigações apontaram que esses influenciadores formavam um grupo que praticava crimes tanto no mundo real quanto no ambiente virtual”, afirmou.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos gravavam e publicavam nas redes sociais vídeos de manobras perigosas e outras infrações cometidas nas ruas da cidade. “Eles realizavam manobras arriscadas, participavam de rachas e até adulteravam placas de veículos. Tudo isso era gravado e divulgado nas redes sociais”, explicou o delegado.

Segundo a investigação, o conteúdo publicado nas plataformas digitais ajudava a aumentar o número de seguidores dos perfis. A partir disso, os investigados também promoviam rifas e apostas consideradas ilegais. ”Essas publicações geravam engajamento. Depois eles ofereciam rifas e premiações aos seguidores, obtendo lucro com essas atividades”, disse Ayres.

A polícia também apura se o dinheiro obtido com essas ações era utilizado para ocultar a origem dos valores. “Há indícios de que eles buscavam dar aparência legal aos bens adquiridos com esse dinheiro”, afirmou.

Ao todo, cinco pessoas são investigadas na operação. As idades dos envolvidos não foram informadas. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio das redes sociais dos investigados e proibiu novas publicações nas plataformas.

A investigação continua e os suspeitos podem responder por crimes como participação em racha, adulteração de identificação de veículos, crimes contra as relações de consumo, associação criminosa e lavagem de dinheiro.(Maria Clara Campos - Programa de Estágio)

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