Violência
Denúncia de agressão com leite quente e racismo em escola estadual de Sorocaba repercute em redes sociais
Caso teria sido relatado em outubro de 2025, mas ganhou repercussão só agora; Secretaria Estadual da Educação afirma que adotou medidas administrativas e de apoio à estudante
Uma estudante da rede estadual denunciou ter sido vítima de agressão física e racismo dentro da Escola Estadual Joaquim Izidoro Marins, em Sorocaba. Segundo a denúncia dois colegas teriam jogado leite quente no rosto da menina.
A denúncia sobre o caso teria sido formalizada em outubro de 2025. Mas a situação repercutiu agora nas redes sociais após questionamentos sobre as providências adotadas pelas autoridades responsáveis. Várias pessoas se manifestaram horrorizadas com o ocorrido, cobrando providências.
As informações do portal da pasta estadual são de que a unidade escolar atende os anos finais do Fundamental II e Ensino Médio, ou seja, estudantes de 11 a 18 anos. Logo, os estudantes estariam dentro dessa faixa etária.
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) afirma que repudia qualquer forma de discriminação e disse que, ao tomar ciência dos fatos, adotou medidas administrativas. Entre as ações citadas estão o acionamento do Conselho Tutelar e a realocação dos alunos apontados como envolvidos. Contudo, a Seduc não explicou o que seria essa realocação.
A pasta também destacou que a estudante e seus responsáveis foram acolhidos e que foi oferecido apoio psicológico. Além disso, segundo o posicionamento oficial, houve intensificação das ações de prevenção e enfrentamento ao racismo na unidade escolar, porém também não foram especificadas as medidas.
“A direção da escola e a Unidade Regional de Ensino de Sorocaba reafirmam seu compromisso com políticas públicas antirracistas e permanecem à disposição da comunidade para mais esclarecimentos”, diz em um trecho o comunicado.
A reportagem procurou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) para saber se há investigação em andamento. Até o momento, não houve retorno. Por meio de aplicativo de mensagens, o órgão informou que precisa de mais tempo para se manifestar e que deve encaminhar resposta até segunda-feira (06). O espaço segue aberto. (Da Redação)