Pesquisa
Preço do ovo de Páscoa sobe até 26% em Sorocaba
Mesmo com alta e menor intenção de compra, pesquisa indica crescimento de 5,5% nas vendas e tíquete médio de R$ 128
A inflação está presente em todas as prateleiras do mercado e, na época da Páscoa, não poderia ser diferente. Os corredores enfeitados com centenas de ovos de chocolate, embalados em papéis coloridos, chamam a atenção dos consumidores pela beleza e também pelos preços, que apresentam uma inflação de até 26%. Mas, mesmo com a alta, uma pesquisa prevê um aumento de 5,5% nas vendas de ovos de Páscoa.
Segundo levantamento da Universidade de Sorocaba (Uniso), em relação ao ano passado, os produtos que apresentaram o maior valor médio por quilo foram o Kinder Ovo de 150 gramas (R$ 632,13/kg), o Ferrero Rocher de 225 gramas (R$ 459,20/kg) e o Lacta ao leite de 157 gramas (R$ 349,75/kg). Já os que registraram o menor valor médio por quilo foram o Garoto Talento de 350 gramas (R$ 199,86/kg), o Alpino de 249,5 gramas (R$ 204,98/kg) e o Lacta Favoritos de 540 gramas (R$ 206,78/kg).
Na pesquisa da Associação Comercial de Sorocaba (Acso), em parceria com o Núcleo de Estudos Econômicos da Athon Soluções, outro dado chama a atenção: a intenção de compra diminuiu de 61,33% em 2025 para 59,12% neste ano, apresentando uma queda de 2,21 pontos percentuais. Mesmo diante deste cenário, Sorocaba projeta crescimento nas vendas, uma vez que aproximadamente 90% dos consumidores pretendem repetir a compra de ovos, enquanto 7,8% ainda estão indecisos — o que pode representar um volume de compras de última hora para o aproveitamento de promoções. Ainda de acordo com a pesquisa, o tíquete médio de investimento dos consumidores é de cerca de R$128, o que incentiva lojistas a investir em combos de produtos nesta faixa de valores.
A operadora de máquinas Franciele Sarti comprou ovos de Páscoa no ano passado e pretende repetir o gesto este ano. “Eu tenho o costume de comprar. Este ano nem vi o preço ainda, estou até com medo”, brinca. Normalmente, ela adquire dois ovos — um para o filho Lorenzo, de 8 anos, e outro para a filha Lorena, de 6 anos —, mas a escolha final é dela. “Eu que escolho e normalmente separo, no máximo, R$ 100 para cada um”, conta.
Uma forma de manter a tradição e diminuir os impactos da inflação na renda familiar é produzir os próprios ovos em casa. A tradutora Angélica de Jesus costuma comprar chocolates e diversos recheios para reunir a família na confecção dos produtos. “Fazemos para dividir o momento com as crianças. O Miguel, meu sobrinho, sempre gostou de participar de tudo: cortar, derreter, rechear e embalar. Então, sempre foi uma alegria em família e cada um pode customizar seu recheio. Também conseguimos fazer ovos para mais pessoas com menos dinheiro”, explica.
A pesquisa ainda recomenda que os consumidores façam um planejamento financeiro, com atenção ao custo-benefício, promoções e opções artesanais, que podem oferecer qualidade e preço competitivo. O uso de meios digitais, como redes sociais e aplicativos, é indicado para acompanhar ofertas. Além disso, a disponibilidade de variadas opções de pagamento é apontada como um fator importante e que pode ser decisivo na hora de escolher o produto de preferência.