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Semana decisiva define futuro da Prefeitura de Sorocaba

Fernando Martins afirma que mantém gestão em andamento enquanto aguarda decisão de Manga

30 de Março de 2026 às 21:30
Caroline Mendes [email protected]
Diretor presidente Carlos Hingst Corrá, da Fundação Ubaldino do Amaral, 
recebe o prefeito em exercício de Sorocaba Fernando Martins, nas instalações da FUA
Diretor presidente Carlos Hingst Corrá, da Fundação Ubaldino do Amaral, recebe o prefeito em exercício de Sorocaba Fernando Martins, nas instalações da FUA (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO)

Sorocaba vive uma semana considerada decisiva para o futuro do comando do Executivo municipal. O prefeito afastado, Rodrigo Manga (Republicanos), tem até o próximo sábado (4) para renunciar ao cargo de prefeito para concorrer nas eleições 2026. À frente da prefeitura desde o dia 6 de novembro de 2025, Fernando Martins (PSD) afirmou que segue conduzindo a administração normalmente enquanto aguarda a definição sobre o possível retorno do titular.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira (30), em visita do prefeito em exercício ao jornal Cruzeiro do Sul, onde foi recebido pela Diretoria Executiva da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), mantenedora do jornal e do Colégio Politécnico. Martins comentou sobre o futuro político da cidade. Segundo o prefeito, a expectativa é de que a decisão seja tomada da melhor forma possível. “A gente torce muito para que dê tudo certo, que ele faça a melhor opção, a melhor escolha. Sempre fui muito bem tratado por ele, há um respeito muito sério entre nós dois”, declara.

Sobre uma eventual volta de Manga ao cargo, Martins disse que a transição ocorreria de forma tranquila. “A prefeitura está de portas abertas, porque ele é o prefeito eleito. Se ele retornar, nós receberemos com muita honra, muito prazer”, afirma.

Já em um cenário oposto, com a permanência no cargo, o atual gestor indicou que a condução administrativa pode ganhar um novo perfil. “São personalidades diferentes. A gente é mais rigoroso com as coisas, então é uma grande mudança. Mas temos um compromisso com a cidade de fazer um trabalho sério e honesto”, diz.

Martins também comentou sobre o período em que assumiu a Prefeitura, destacando que a mudança ocorreu de forma repentina. “Foi um choque muito grande. Tivemos que começar a nos organizar e moldar algumas coisas dentro daquilo que a gente é”, relata. Ele ainda ressaltou que tem buscado adaptação ao cargo. “Sou muito mais gestor do que político, mas no momento estou político também. A gente aprende todos os dias e está se dedicando ao máximo.”

A decisão que determinou o afastamento de Manga, por conta da Operação Copia e Cola, tem prazo de 180 dias, o que indica que o período deve se encerrar em maio de 2026. Já o calendário eleitoral crava como dia 4 de abril o limite legal para desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições gerais deste ano.

A definição sobre a permanência ou retorno ao comando do Executivo deve impactar diretamente os rumos da administração municipal nas próximas semanas. Enquanto isso, a gestão segue sob expectativa e acompanhada de perto por lideranças políticas e pela população.

A defesa de Rodrigo Manga, representada pelo escritório Bialski Advogados Associados, foi questionada na sexta-feira (27) a respeito da possibilidade de novos recursos ou medidas judiciais antes do fim do prazo de afastamento, a interpretação do impacto do prazo de desincompatibilização eleitoral sobre a situação jurídica e, por fim, a expectativa de retorno ao cargo ao final dos 180 dias. A assessoria informou que não irá se pronunciar a respeito.