Disputa
Elefante Sandro: caso aguarda decisão em 2ª instância
Enquanto prefeitura defende permanência no zoológico, santuário reforça estrutura para receber o animal
O caso do elefante Sandro, mantido no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, em Sorocaba, segue sem definição e depende do julgamento em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), ainda sem data marcada.
De acordo com a Prefeitura de Sorocaba, a situação processual não teve movimentações recentes. Em nota, o Executivo afirma que aguarda “com serenidade” a decisão judicial e sustenta que o animal recebe cuidados adequados no zoológico, onde vive desde 1982. Para o Município, “o elefante Sandro é bem cuidado sob cuidados de veterinários e biólogos, e a sua transferência apresenta elevado risco para o animal”, informa.
A administração municipal também destaca que o elefante é monitorado continuamente por equipe técnica, com manejo alimentar, comportamental e sanitário baseado em protocolos de bem-estar animal.
Já o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), apontado como destino do animal, reforça que o processo segue em andamento e lembra que houve decisão favorável ao Ministério Público em primeira instância. Segundo a entidade, o próprio juiz reconheceu o santuário como o melhor destino para Sandro, embora a transferência ainda dependa da análise do recurso.
O SEB afirma dispor de estrutura específica para elefantes em situação semelhante, incluindo áreas amplas e adaptadas. De acordo com o santuário, Sandro teria inicialmente acesso a um espaço de 18,5 mil metros quadrados, com possibilidade de ampliação para mais de 39 mil m² em área de floresta.
Outro ponto defendido pelo santuário é a possibilidade de maior estímulo ambiental e socialização, ainda que controlada, com outros elefantes. A entidade afirma que o animal permaneceria em cativeiro, mas em condições mais próximas do ambiente natural.
O caso se arrasta desde 2025 e já passou por diferentes decisões judiciais, incluindo suspensão e retomada da possibilidade de transferência, além de autuações ambientais e discussões sobre as condições do recinto atual.
Com posições divergentes entre o poder público municipal e o santuário, o desfecho depende agora da decisão do TJ-SP, que deverá definir se Sandro permanece em Sorocaba ou será transferido para o Mato Grosso.