Perigo
Buracos em vias aumentam após chuvas e elevam risco de acidentes
As chuvas recentes causaram impactos visíveis na malha viária de Sorocaba, com o surgimento de buracos em diferentes pontos da cidade. Em vias de grande circulação, como a avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, nas proximidades da Fatec, e a rua Mario Thame, junto à ponte Salomão Pavlovsky, motoristas relatam que o asfalto deteriorado tem surpreendido quem passa e aumentado o risco de acidentes, principalmente para motociclistas.
Em alguns trechos, os buracos são profundos e difíceis de identificar a tempo, especialmente à noite ou em dias de chuva, quando ficam encobertos pela água. A situação tem gerado preocupação entre moradores e condutores que utilizam essas vias diariamente.
O motorista Carlos Henrique, que passa pela região da avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes com frequência, afirma que já presenciou situações perigosas. “Tem buraco que aparece de um dia para o outro. A gente desvia como pode, mas às vezes não dá tempo. Já vi moto quase cair ali”, relata.
A auxiliar administrativa Juliana Souza também reclama dos prejuízos. “Semana passada, caí em um buraco e acabou rasgando o pneu. É complicado, porque, além do susto, ainda tem o custo”, diz.
Motociclistas são os mais vulneráveis nesse cenário. Para o entregador Rafael Lima, o risco é constante. “A gente trabalha o dia todo na rua. Quando chove, fica pior ainda, porque não dá para ver onde está o buraco. É muito perigoso”, afirma.
Questionada sobre a situação, a Prefeitura de Sorocaba informou, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo), que a manutenção viária no município é realizada de forma contínua e que, no momento, não há uma operação emergencial específica de tapa-buracos, já que os serviços fazem parte da rotina permanente de zeladoria.
Segundo a administração municipal, o surgimento de danos no pavimento após períodos de chuvas intensas é considerado natural. Ainda de acordo com a pasta, as equipes técnicas intensificam o monitoramento das vias por meio de vistorias presenciais e também com base nas solicitações feitas pela população, principalmente pelo canal 156.
A prefeitura destaca que os atendimentos seguem critérios técnicos de priorização, levando em conta o risco à segurança viária, o volume de tráfego e a gravidade dos danos. Regiões com maior fluxo de veículos e pontos com potencial de acidentes têm preferência no cronograma de reparos.
Os serviços de recuperação asfáltica são realizados conforme programação operacional e dependem das condições climáticas para execução.
Enquanto aguardam os reparos, moradores pedem mais agilidade nas ações. “A gente entende que a chuva atrapalha, mas precisa de uma resposta mais rápida, porque o risco está ali todos os dias”, afirma o aposentado João Batista.
A população pode registrar pedidos de manutenção e informar novos pontos com problemas por meio do serviço 156, que auxilia no direcionamento das equipes responsáveis.