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Operação

Copia e Cola: Justiça encerra prazo de manifestação de acusados

Defesa de empresário afirma que vai provar inocência do cliente; Manga e pastores não se manifestaram

16 de Março de 2026 às 20:33
Da Redação [email protected]
Operação Copia e Cola investiga suspeitas de fraude em 
licitações e contratos da saúde em Sorocaba
Operação Copia e Cola investiga suspeitas de fraude em licitações e contratos da saúde em Sorocaba (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO / ARQUIVO JCS)

O processo relacionado à Operação Copia e Cola registrou novas movimentações na Justiça antes do encerramento do prazo concedido para manifestações das defesas dos investigados no inquérito policial que apura supostas irregularidades na área da saúde em Sorocaba. O caso tramita no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que agora deve conduzir o processo em direção ao desfecho do caso, para julgamento ou eventual determinação de novas investigações.

A operação policial teve como foco o prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), além de outros nomes, como o empresário Marco Mott e o casal de pastores Josivaldo Batista de Souza e Simone Rodrigues Frate de Souza. De acordo com o sistema eletrônico da Justiça, o prazo processual terminou na sexta-feira (13). Um dia antes, ao menos uma petição foi juntada em uma parte do processo, no período da manhã (10h46).

A investigação da Operação Copia e Cola — deflagrada em duas fases, em abril e novembro do ano passado — apura suspeitas de fraude em licitações e contratos públicos envolvendo a Prefeitura de Sorocaba e a gestão da saúde na cidade, com indícios de repetição ou padronização de documentos em editais e propostas de empresas, o que poderia indicar direcionamento de processos licitatórios.

Com o término dessa fase processual, o caso segue agora para análise do desembargador relator no TRF-3, ministro Sebastião Reis Júnior.

Os envolvidos

A reportagem questionou Manga, Mott e os pastores sobre quais manifestações apresentaram. Pela parte de Mott (que é amigo de Manga), o advogado de defesa afirma que “não pretende se manifestar mais sobre questões do processo judicial” e que “vamos nos defender provando a inocência de nosso cliente”.

A defesa do casal de pastores (que são cunhados de Manga) também foi contatada para comentar sobre o assunto, mas não enviou respostas até a conclusão da reportagem. O espaço segue aberto.

A assessoria de imprensa do escritório Bialski Advogados Associados, que faz a defesa de Manga, também recebeu questionamentos, mas não houve respostas. O espaço segue aberto. No dia 23 de fevereiro, o TRF-3 teria comunicado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que foi autorizada a retomada do contato entre Rodrigo Manga e seu irmão, Weber Maganhato Júnior (Republicanos), atual chefe do Executivo em Votorantim __ restrição que decorre dos desdobramentos da Operação Copia e Cola.

Na ocasião, eles também não se manifestaram. O último posicionamento da defesa de Manga para a imprensa foi em 17 de dezembro de 2025, quando o quarto habeas corpus do prefeito foi rejeitado. Na época, a resposta foi que eles não iriam comentar a respeito. No mesmo dia, o sigilo de Justiça do processo foi retirado. (Da Redação)