Sorocaba
Investigação apura morte de recém-nascido no CHS
A morte de um recém-nascido no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), registrada na quinta-feira (13), tornou ainda mais importante a apuração sobre o atendimento prestado à criança durante o período de internação. O caso já era alvo de uma investigação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
O bebê Alessandro Gabriel de Sousa Silva nasceu prematuro em 1º de dezembro de 2025 e permanecia internado desde o nascimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do hospital.
A investigação foi provocada por uma representação protocolada pelo vereador Ítalo Gabriel Moreira (União Brasil). Nos documentos enviados ao Ministério Público, o parlamentar pede a apuração das circunstâncias em que o recém-nascido apresentou uma fratura em um dos braços durante a internação.
De acordo com o boletim de ocorrência, os pais da criança, moradores de Ibiúna, perceberam, durante uma visita, que o bebê estava com um dos membros superiores enfaixado. Posteriormente, a família teria sido informada pela equipe médica sobre a existência da fratura.
Os pais afirmam não ter recebido esclarecimentos detalhados sobre a origem da lesão nem sobre o momento em que ela teria ocorrido.
Diante da situação, a mãe, Rafaela Lopes de Sousa, registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Ibiúna no dia 20 de fevereiro. O registro foi feito como lesão corporal com autoria inicialmente desconhecida e relata que a fratura teria ocorrido durante o período de internação hospitalar.
A família pede explicações sobre as circunstâncias da morte do bebê. No atestado de óbito foi apontada “sépsia tardia”, em decorrência de diversos problemas, como má formação do intestino e doença metabólica óssea, entre outros. O pai da criança registrou outro boletim de ocorrência após a morte do menino.
No Ministério Público, o vereador solicitou a abertura de investigação e a adoção de diligências, entre elas a requisição do prontuário médico completo da criança, exames, relatórios de evolução clínica e informações sobre eventual registro de evento adverso pelo Núcleo de Segurança do Paciente do hospital.
Também foi pedido que seja avaliada a realização de auditoria médica independente para analisar os procedimentos realizados durante a internação e esclarecer as circunstâncias da fratura.
Em nota, o CHS afirmou que lamenta o ocorrido e informa que acolheu a família, prestando esclarecimentos sobre o atendimento e o tratamento adotados. A unidade também informou que permanece à disposição dos familiares.
O CHS afirmou ainda que, além de instaurar apuração interna, prestou esclarecimentos técnicos ao Ministério Público.
A reportagem procurou o Ministério Público para comentar o caso, mas, até o momento, não houve retorno. O espaço segue aberto.