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Lei Maria da Penha

Médico gestor do CHS é procurado por violência doméstica

Bruno não foi localizado

13 de Março de 2026 às 19:39
Thaís Verderamis [email protected]
Mandado de Prisão Preventiva é expedido contra médico gestor do CHS
Mandado de Prisão Preventiva é expedido contra médico gestor do CHS (Crédito: Fábio Rogério )

A Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra Bruno Toldo, médico gestor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), por meio da Vara do Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Sorocaba. O mandado é do dia 13 de fevereiro, mas Bruno não foi localizado.

O médico é acusado de violência doméstica contra a ex-companheira. Segundo documentos que o Cruzeiro do Sul teve acesso, a medida é preventiva para que seja garantida a segurança da vítima e sua família até que ocorram as investigações.

Um boletim de ocorrência (BO) teria sido registrado contra Bruno no dia 23 de janeiro. Ele teria sido intimado pela Polícia Civil e sido informado a respeito da medida protetiva, ordens restritivas e afastamento do lar. Horas após o ocorrido, no mesmo dia, Bruno teria voltado ao imóvel, causado danos, urinado nas roupas da vítima, subtraído pertences e supostamente colocado substâncias não identificadas no filtro de água da casa.

A reportagem tentou contato com o envolvido, mas não obteve resposta até às 19h30 de ontem (13). O espaço segue aberto para que a defesa possa se manifestar.

Segundo o Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP), que administra o CHS, por meio de nota, o médico está afastado. “Informamos que o colaborador Bruno Toldo se encontra afastado de suas funções. A decisão foi tomada no dia 18 de fevereiro, desde que tomamos conhecimento de acusações, no âmbito criminal, que estão sendo apuradas pela Polícia Civil de Sorocaba”, diz a nota.

Segundo a Seconci a medida é necessária. “O afastamento se faz necessário para que o médico atenda às determinações das autoridades e será mantido até que todos os fatos relativos à sua vida pessoal sejam definitivamente esclarecidos”, explica.

O acusado teria apresentado conduta de assédio anteriormente. Segundo publicado pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), em março de 2025, houve um protesto contra Bruno por atos de violência contra a diretora do sindicato da região de Sorocaba. A sindicalista foi procurada pela reportagem, mas não respondeu também até as 19h30 de ontem. O espaço segue aberto.