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Política

Presidenciáveis se reúnem em evento na cidade de Sorocaba

Encontro regional do PSD reuniu os governadores de Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul

06 de Março de 2026 às 22:00
Vernihu Oswaldo [email protected]
Encontro regional do PSD em Sorocaba reuniu lideranças do partido e marcou novas filiações
Encontro regional do PSD em Sorocaba reuniu lideranças do partido e marcou novas filiações (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO)

Um evento no Alto da Boa Vista, em Sorocaba, marcou a filiação de Vitor Lippi e Maria Lúcia Amary ao Partido Social Democrático (PSD). Os dois estavam no PSDB até então. O partido busca se consolidar como alternativa contra o que chamou de “polarização” na política e confirmou que lançará candidatura própria à Presidência da República.

Estiveram presentes os presidenciáveis Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite, além do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, e do prefeito de Sorocaba, Fernando Costa — todos do mesmo partido.

O encontro regional do PSD contou com a presença de centenas de pessoas, entre apoiadores, prefeitos, vereadores da região e outros políticos.

Gilberto Kassab deu entrevista e se declarou orgulhoso pelas novas filiações. “Nós estamos filiando aqui no PSD hoje duas lideranças que há décadas fazem o melhor pela região e por Sorocaba.”

Uma das ideias mais defendidas durante o evento foi o posicionamento do PSD como alternativa mais ao centro para a eleição presidencial que acontecerá neste ano. O recém-filiado Vitor Lippi afirmou que “hoje nós vivemos uma polarização que não está fazendo bem para o Brasil”. Ele deverá ser candidato à reeleição como deputado federal e reeditar a dupla com Maria Lúcia Amary, que tentará a reeleição para uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Ela afirmou estar vivendo um dia histórico para fazer valer a terceira via. “Depois de 30 anos filiada ao PSDB, hoje começo um novo rumo.”

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, afirmou que o partido terá um candidato à Presidência: “Agora, até o final do mês, o Kassab vai dizer qual de nós será o candidato. Então nós vamos disputar no primeiro turno, tá certo? E aí, quem passar para o segundo turno juntamos forças para ganhar a eleição. Lógico, é um de nós três que sairá candidato.”

Os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mantiveram o tom do evento, afirmando que o PSD será uma opção para os brasileiros contra a polarização.

Sobre a disputa interna, Ratinho afirmou: “Eu gosto muito do Eduardo, gosto muito do Caiado e a gente tem o compromisso de trabalhar juntos, independentemente de quem for.”

Ideia reforçada por Eduardo: “Não visualizo qualquer ambiente que demande enfrentamentos ou disputas internas. Se houver disposição de um dos nomes, como Ratinho Júnior, para ser candidato, terá todo o meu apoio e colaboração, porque nosso interesse comum é construir um projeto para o Brasil.”

Vitor Lippi está em seu terceiro mandato como deputado federal. Ele foi prefeito de Sorocaba, além de vereador nas cidades de Mairinque e Alumínio. Já Maria Lúcia Amary está em seu sexto mandato como deputada estadual. Os dois pretendem concorrer à reeleição para os mesmos cargos.

Janela partidária

A Lei nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos) prevê que um político que se desfilie, sem justa causa, do partido pelo qual foi eleito perca o mandato. Nesse caso, a vaga ficaria com o partido, sendo destinada ao próximo candidato mais bem votado da legenda.

Porém, a lei prevê um período chamado “janela partidária”, que permite a migração de legenda em um período específico para concorrer às eleições do ano.

Para disputar eleições, é preciso estar filiado a um partido por pelo menos seis meses. Quem está no fim do mandato e quer trocar de legenda deve aproveitar a janela partidária: os 30 dias que antecedem o prazo final de filiação, cerca de sete meses antes da votação. Neste ano, a janela teve início na última quinta-feira (5).

Por esse motivo, Maria Lúcia e Vitor Lippi podem fazer a mudança sem prejuízos às suas candidaturas.

Desincompatibilização e afastamentos

Uma pessoa que ocupe um cargo eletivo em andamento, como prefeito ou vereador, e queira se candidatar a outro cargo, como deputado ou senador, precisa se licenciar de sua função.

Esse prazo é de seis meses. Portanto, um vereador ou prefeito que queira se candidatar ao Senado ou à Assembleia Legislativa em 2026 terá até abril para se licenciar de seu cargo.

 

 

 

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