Política
Renan Santos visita FUA, confirma pré-candidatura e promete endurecer combate ao crime
O presidente do Partido Missão e pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, visitou ontem (3) a Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), mantenedora do jornal Cruzeiro do Sul e do Colégio Politécnico. Durante a visita, concedeu entrevista e apresentou as bases de sua eventual candidatura ao Palácio do Planalto, com foco em segurança pública e desenvolvimento econômico.
Aos 42 anos, o advogado paulistano defende que o Brasil estabeleça metas de longo prazo para se tornar uma das cinco nações mais ricas e influentes do mundo nas próximas décadas.
Formação política
Renan afirma que o interesse pela política surgiu na juventude, influenciado pelo pai e pelo estudo da história. O ingresso na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), em 2003, marcou o início de atuação mais ativa. No ambiente universitário, organizou um partido acadêmico e passou a se posicionar contra o que define como predominância da esquerda no meio estudantil. Segundo ele, esse período foi decisivo para a formação das ideias aplicadas posteriormente no MBL e no Partido Missão.
MBL e projeção nacional
Em 2014, participou da fundação do Movimento Brasil Livre (MBL), ao lado de Kim Kataguiri e outros integrantes. O grupo ganhou projeção nas manifestações que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Renan atribui ao movimento papel relevante na mobilização popular e afirma que a experiência consolidou sua convicção de que “não é possível esperar resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas” no sistema político tradicional.
Projeto de longo prazo
À frente do Partido Missão, ele defende o programa “O Livro Amarelo”, que reúne diretrizes para um projeto de longo prazo. A meta é que, em até 30 anos, o Brasil figure entre as cinco nações mais ricas e influentes do mundo, ao lado de Estados Unidos, China, Rússia e Índia.
Entre as prioridades estão o combate ao crime organizado; redução de impostos e privilégios; reindustrialização; investimentos em educação e tecnologia; e ampliação da matriz energética, com destaque para fontes eólica e solar. Também defende maior inserção no comércio internacional.
Segurança como prioridade
A principal proposta apresentada diz respeito à segurança pública. Caso eleito, afirma que pretende decretar estado de defesa para ampliar a atuação das forças de segurança no combate ao crime organizado.
O pré-candidato defende mudanças nas leis penais e atuação mais incisiva das polícias e das Forças Armadas em áreas dominadas por organizações criminosas. Estabeleceu como meta reduzir a taxa de homicídios para até 3 mortes por 100 mil habitantes nos dois primeiros anos de mandato.
Renan afirma que a pré-candidatura busca inserir o Partido Missão no debate nacional com proposta de transformação estrutural. A consolidação da candidatura e as alianças políticas ainda devem ser definidas ao longo do calendário eleitoral.