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Risco de queda

Prefeitura corta três árvores em frente ao Cemitério da Saudade após classificação de risco

Vistoria apontou perigo de queda iminente; calçada e trecho da via foram interditados

21 de Fevereiro de 2026 às 19:53
Caroline Mendes [email protected]
Retirada incluiu dois ficus e um ipê após laudo técnico 
Trecho da rua e da calçada precisaram ser interditados
Retirada incluiu dois ficus e um ipê após laudo técnico Trecho da rua e da calçada precisaram ser interditados (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO)

A Prefeitura de Sorocaba fez o corte de três árvores — dois ficus e um ipê — em frente ao cemitério da Saudade, após vistoria técnica realizada em 10 de fevereiro por equipes da Secretaria do Meio Ambiente, Proteção e Bem-Estar Animal (Sema) e da Defesa Civil de Sorocaba.

De acordo com a administração municipal, os exemplares foram classificados como em “perigo de queda iminente” (PQI), o que indica risco.

Conforme a Resolução Sema nº 06/2020, quando a motivação da supressão é enquadrada como PQI pela Defesa Civil, não há exigência de compensação ambiental. Assim, não está prevista a reposição de mudas em decorrência do corte.

Durante a execução do serviço, a calçada e um trecho da via em frente ao cemitério foram interditados para garantir a segurança. A população não foi comunicada previamente sobre a retirada. Segundo o Executivo, entretanto, havia registros de solicitações nesse sentido nos canais oficiais da Ouvidoria Geral do Município.

Opiniões divididas

Entre moradores e trabalhadores da região, as opiniões são divergentes. Uma moradora que vive nas proximidades há mais de duas décadas afirma que a retirada causou indignação. “Essas árvores faziam parte da paisagem do bairro. Poderiam ter avisado antes. A interdição da rua pegou todo mundo de surpresa.”

Um comerciante que mantém estabelecimento próximo ao local afirma que o estado das árvores preocupava. “Havia galhos grandes e secos. Em dias de vento, era arriscado. Se havia laudo apontando perigo, o corte era necessário.”

Um vendedor que trabalha nas imediações reconheceu o risco, mas criticou a falta de aviso prévio. “A interdição da calçada e da rua atrapalhou o movimento e impactou as vendas naquele período. Se tivessem comunicado antes, daria para se organizar melhor.”

 

 

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