Copia e Cola
Caso Manga: prazo para envio de informações termina no dia 25
Relator do STJ solicitou esclarecimentos ao TRF-3 sobre o afastamento do prefeito Rodrigo Manga no âmbito da Operação Copia e Cola
O mais recente capítulo da Operação Copia e Cola ocorreu na quarta-feira (18), com o relator do caso, ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal da Justiça (STJ). O relator determinou a requisição formal de informações sobre o afastamento do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3). O prazo para resposta é de cinco dias. Em uma contagem de dias úteis, a partir do dia seguinte da publicação, a data se encerra na próxima quarta-feira, dia 25 de fevereiro. O ofício foi direcionado ao desembargador federal André Nekatschalow, responsável por decisões anteriores no caso. A medida busca esclarecer detalhes sobre as cautelares impostas, como o afastamento do cargo e demais restrições aplicadas aos investigados.
Sobre o questionamento
O pedido de informações é relacionado à Operação Copia e Cola, deflagrada em 6 de novembro de 2025, que apura supostas irregularidades na gestão de contratos da saúde na Prefeitura de Sorocaba, na época sob o comando de Manga. Em 12 de janeiro, foi protocolado o parecer do Ministério Público Federal (MPF), posteriormente juntado aos autos eletrônicos e encaminhado à Coordenadoria de Processamento de Feitos de Direito Penal. Na mesma data, o caso foi concluso ao ministro Sebastião para análise dos pedidos apresentados pela defesa do prefeito Manga. Nesta mesma data, o ministro Sebastião Reis Júnior, que é o relator do caso como dito anteriormente, antes de tomar qualquer decisão, já tinha pedido informações “pormenorizadas” ao TRF-3, sobre a busca e apreensão criminal da Operação Copia e Cola contra Manga. O prazo na época tinha sido de 72 horas (3 dias). Agora, esse novo pedido de informações passa a ser o mais recente desdobramento ocorrido no andamento do caso.
Denúncia
O MPF ofereceu denúncia contra 13 pessoas, entre elas Manga, sua esposa Sirlange Frate Maganhato e sua mãe, Zoraide Batista Maganhato. Segundo a acusação, haveria indícios de um esquema ligado à contratação e execução de serviços na rede municipal de saúde, com possível desvio de recursos públicos. O processo segue sob segredo de Justiça e a defesa de Manga é feita pelo escritório Bialski Advogados Associados, que já defendeu Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro; o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro; o técnico de futebol Cuca e Michelle Bolsonaro. (Da Redação)