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Ano 2027

Prefeitura de Sorocaba prorroga pela segunda vez contrato da coleta de lixo de R$ 158 milhões

16 de Fevereiro de 2026 às 21:03
Cruzeiro do Sul [email protected]
Serviço de coleta de lixo em Sorocaba segue com contrato vigente até 2027, segundo a Prefeitura
Serviço de coleta de lixo em Sorocaba segue com contrato vigente até 2027, segundo a Prefeitura (Crédito: JOÃO FRIZO)

 

Pela segunda vez consecutiva, a Prefeitura de Sorocaba prorrogou o contrato de coleta de lixo com o Consórcio Novo Sorocaba Ambiental, elevando o valor global do acordo para cerca de R$ 158 milhões. Firmado originalmente em janeiro de 2024, o contrato já havia passado por uma primeira prorrogação e, agora, com novo aditivo publicado no Jornal do Município, teve a vigência estendida até janeiro de 2027, além do acréscimo de mais de R$ 7,3 milhões ao montante.

Segundo a prefeitura, a prorrogação foi necessária para garantir a continuidade de serviços considerados essenciais, como coleta de resíduos sólidos, disposição de contêineres, operação de ecopontos, varrição e limpeza urbana, classificados pela administração como inadiáveis para a preservação da saúde pública e do meio ambiente.

Volume de lixo e nova licitação

Em nota, o Executivo municipal informou que o contrato pode ser prorrogado por até 60 meses e que uma pesquisa de mercado apontou vantagem econômica na manutenção do acordo atual, em vez da abertura de um novo processo licitatório. Ainda de acordo com a Prefeitura, neste momento não há previsão para o lançamento de nova licitação.

O novo aditivo também ampliou a quantidade de resíduos sólidos domiciliares e comerciais atendidos mensalmente, que passou de 17,5 mil para 19,25 mil toneladas, para acompanhar o crescimento da demanda no município. Além disso, houve aumento no número de ecopontos, de seis para sete unidades. Foi aplicado, ainda, reajuste contratual de 4,69%, referente a janeiro de 2025, concedido agora junto à prorrogação.

A administração afirma que a execução do contrato é acompanhada diariamente pela Secretaria do Meio Ambiente, Proteção e Bem-Estar Animal (Sema), tanto de forma presencial quanto eletrônica, incluindo o controle das medições dos serviços prestados. Segundo a prefeitura, a coleta e os demais serviços são realizados de maneira regular, sem falhas de execução. A nota também destaca que não há reclamações por falta de atendimento, mas apenas solicitações pontuais relacionadas à mudança de local de contêineres, demandas que, segundo o Executivo, são avaliadas junto aos moradores e atendidas sempre que possível.

Regularidade e reclamações

Apesar da avaliação positiva apresentada pelo poder público, moradores de diferentes regiões da cidade relatam experiências variadas quanto à prestação do serviço.

Na região central, na avenida Afonso Vergueiro, a moradora Salete Corral Vieira afirma não perceber problemas na coleta onde vive. Segundo ela, os caminhões passam diariamente e, até o momento, não houve atrasos ou interrupções. “Ali onde eu moro está tudo ok, o caminhão passa normal. Pelo menos na Afonso Vergueiro eles passam direto, quase todos os dias”, relata. Salete diz ainda não ter conhecimento de falhas semelhantes em outros bairros.

Já no bairro Santa Rosália, o aposentado Genco Hirata também afirma que não tem observado atrasos na passagem dos caminhões, mas aponta problemas pontuais relacionados ao acúmulo de lixo em contêineres próximos à sua residência. De acordo com ele, a coleta ocorre em dias alternados. “É mais ou menos a cada dois dias. Passa no sábado, depois na terça, depois na quinta, vai intercalando”, explica.

Apesar da regularidade, Hirata destaca que a grande quantidade de resíduos descartados por estabelecimentos comerciais da região acaba sobrecarregando os contêineres. “Perto da padaria tem três, quatro contêineres, mas como é muito lixo eles começam a colocar no que o pessoal usa. Aí fica bem cheio. O único problema é esse: o cheiro e o acúmulo”, conta. Fora essa situação específica, ele diz não perceber falhas frequentes na coleta no bairro.

Contêineres e queixas

Na zona norte, no Jardim Califórnia, a moradora Helenice Mendes Fernandes relata que a coleta acontece três vezes por semana — às segundas, quartas e sextas-feiras — e afirma que não é comum encontrar lixo espalhado nas ruas. Segundo ela, quando isso ocorre, geralmente está relacionado ao descarte inadequado feito por moradores.

“Eles passam segunda, quarta e sexta. Não costuma ficar lixo espalhado. Quando acontece, é porque o povo acaba espalhando”, comenta.

Ainda assim, Helenice aponta que o odor provocado pelo acúmulo de resíduos é um problema recorrente na região. “O cheiro é frequente”, afirma. Para ela, apesar de a coleta ocorrer de forma regular, o mau cheiro acaba sendo o principal incômodo enfrentado no dia a dia.

Consórcio

A reportagem também procurou o Consórcio Novo Sorocaba Ambiental para comentar a prorrogação do contrato, os ajustes realizados e os relatos dos moradores, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação. (Da Redação)

 

 

 

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