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Diversão em famiília

Carnaval sustentável une criatividade e diversão em Sorocaba

Oficinas no Sesc e no Sesi ensinaram crianças e famílias a produzir fantasias e instrumentos musicais com materiais recicláveis

14 de Fevereiro de 2026 às 20:00
Gabrielle Camargo Pustiglione [email protected]
Bianca Lima participou da oficina com o marido Alessandro e os filhos Bela, Dom e Rara, transformando materiais recicláveis em fantasias cheias de cor e criatividade
Bianca Lima participou da oficina com o marido Alessandro e os filhos Bela, Dom e Rara, transformando materiais recicláveis em fantasias cheias de cor e criatividade (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO)

Brilho, cores vibrantes e muita imaginação marcaram as atividades gratuitas de Carnaval promovidas pelo Sesc e pelo Sesi em Sorocaba. Com foco na sustentabilidade e na participação coletiva, as ações envolveram crianças e adultos na produção dos próprios figurinos e instrumentos musicais para a folia.

A proposta foi simples e, ao mesmo tempo, transformadora: utilizar materiais recicláveis para dar vida a adereços, acessórios e instrumentos que garantiram o brilho e o som da festa. Papéis coloridos, latas, CDs, tampinhas, tecidos reaproveitados e fitas foram alguns dos itens utilizados nas oficinas, que uniram sustentabilidade e criatividade.

Criatividade em destaque no Sesc

No Sesc, a programação teve como destaque a confecção de adereços carnavalescos. Durante as oficinas, os participantes criaram capas estilizadas com recortes e aplicações coloridas, além de personagens desenhados pelos próprios foliões.

As atividades incentivaram a expressão artística e o trabalho manual, permitindo que cada participante desenvolvesse um look exclusivo para “cair na folia”. O espaço se transformou em um verdadeiro ateliê coletivo, onde famílias compartilharam ideias, trocaram materiais e colaboraram na produção das fantasias.

Além do aspecto lúdico, a iniciativa reforçou a importância da reutilização de materiais e do consumo consciente, mostrando que é possível celebrar o Carnaval com responsabilidade ambiental e criar as próprias fantasias.

Para a professora Bianca Lima, 41 anos, a atividade proporcionou um momento em família para usar a criatividade e incrementar a fantasia para o Carnaval. “Gosto desse tipo de atividade. As crianças têm liberdade para criar, explorar materiais; é uma atividade sensorial. Vim com toda a família”, contou. A professora participou da oficina com a filha Bela, de 7 anos; Rara, de 4; Dom, de 9; e o marido, Alessandro Lima.

A dentista Débora Correa, 39 anos, levou a filha Maria Eduarda, de 8 anos, para abusar da criatividade na oficina de capas de Carnaval. Juntas, criaram capas cheias de elementos criativos, como ursos, flores e sorvetes.

Ritmo e sustentabilidade no Sesi

Já no Sesi Sorocaba, o som da festa ficou por conta dos próprios foliões. A oficina de confecção de instrumentos musicais com materiais recicláveis ensinou como transformar objetos do dia a dia em instrumentos cheios de ritmo.

Garrafas viraram chocalhos, latas se transformaram em tambores e potes plásticos deram origem a reco-recos e outros instrumentos de percussão. Após a produção, crianças e adultos participaram de uma vivência musical, utilizando os instrumentos confeccionados para animar o Carnaval.

A atividade proporcionou integração entre diferentes faixas etárias e estimulou a coordenação motora, a criatividade e o senso de coletividade.

Mais do que uma celebração tradicional, as ações promovidas pelas instituições mostraram que o Carnaval pode ser também um espaço de aprendizado, consciência ambiental e fortalecimento de vínculos comunitários.

Vanessa dos Santos Alves, 35 anos, não deixou de curtir o Carnaval e levou os quatro filhos para a oficina de instrumentos musicais no Sesi. “Como são quatro filhos, não consigo ir a grandes programações, então optamos por celebrar a data com atividades recreativas. Aqui consegui tirá-los das telas e brincar com brinquedos confeccionados por eles”, comentou Vanessa, que estava com os filhos Celina, de 4 anos; Yasmin, de 11; Ana Vitória, de 7; e Samuel, de 6.

“É a primeira vez que participamos da atividade. Adoramos unir arte com produtos recicláveis. Demos o tom com instrumentos produzidos por nós. Minha filha gosta de criar e aqui abusou da imaginação e da criatividade”, comentou o psicólogo Guilherme Brondi, 44 anos, que participou da oficina com a esposa, Bianca Martinez, 39, e a filha Elis, de 7 anos.

 

 

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