Polícia Civil
Casos de roubo caem 24% em Sorocaba
Quantidade de drogas apreendidas na RMS foi de 4,8 toneladas
Andar pela rua com segurança é o sonho de qualquer pessoa, e em Sorocaba, a Polícia Civil tem atuado fortemente no combate ao crime, com alguns resultados em números. No ano de 2024, foram registrados 1.323 ocorrências de roubo, contra 996 em 2025 -- uma queda de 24,7% nos casos. Também foram apreendidas 4,8 toneladas de drogas na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) em 2025. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).
Segundo o delegado Wilson Negrão, diretor do Deinter-7, o centro de comando da Polícia Civil de 79 cidades, com sede em Sorocaba, o resultado da apreensão de drogas é um trabalho conjunto e o setor de inteligência da Polícia Civil mapeia a cidade no combate a pontos de tráfico de drogas. “É um trabalho constante da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal também, no combate ao entorpecente, e nós vamos fazer isso diuturnamente. Tem sido efetivo. Não importa se sobe o número de casos, é porque também subiu o número de prisões e apreensões. Então, nós vamos combater, nós vamos estar à frente, nós vamos tentar tirar a droga da rua, que é a nossa ideia”, afirma.
Ainda de acordo com o delegado, os crimes são dinâmicos e a polícia atua efetivamente nos pontos mais críticos. “De repente começa muito roubo aqui, você tem que atacar. Começa muito furto. Estamos combatendo furto de fios e furtos de residência que estão fechadas. De repente começa roubo à farmácia. O índice diminuiu porque as quadrilhas foram identificadas e presas”, explica.
A atuação das forças também se divide em prevenção para a segurança da população. “Estamos trabalhando também com prevenção, com trabalho de inteligência, para prever ações criminosas antes que aconteçam. Tudo isso para que as famílias possam andar tranquilamente nas ruas”, conta o delegado Negrão.
Tecnologia e inteligência
A internet evolui, mais ferramentas vão surgindo e com isso, os golpes e crimes também vão se modernizando. Segundo o delegado titular da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba Rodrigo Ayres, a polícia também se mantém atualizada no uso da tecnologia para auxiliar cada vez mais no combate ao crime, seja nas ruas, seja no meio virtual.
As novas ferramentas fazem a diferença. “A gente utiliza das mais modernas tecnologias. Hoje a polícia conta com diversos dispositivos e softwares. Desde reconhecimento facial até coleta de impressão digital. Hoje temos banco de dados muito bom, coleta de material genético, uso de câmeras”, explica.
O delegado também aponta duas tecnologias: Smart Sampa e Muralha Paulista. O primeiro são câmeras de vídeomonitoramento inteligentes que contam com reconhecimento facial, leitura de placas de veículos e integração com a base de dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A Muralha Paulista é a plataforma do Governo de São Paulo de vigilância em espaços públicos.
“Ferramentas como Smart Sampa e Muralha Paulista ajudam a esclarecer crimes”, aponta. O delegado afirma que somado ao trabalho de profissionais experientes e treinados, as tecnologias são o complemento perfeito. “Nada substitui o policial que faz o trabalho de rua, as diligências, campanhas. É aliar o velho com o novo”, analisa.
As ferramentas precisam e devem ser desenvolvidas, operadas e direcionadas e tudo isso só é possível por meio do trabalho de policiais especializados. “A inteligência não surge sozinha. Você precisa de policiais capacitados para fazer inteligência”, explica Negrão.
Além da atualização da força policial é necessário também a atualização da Legislação. “A tecnologia evolui e o crime também, então precisamos evoluir junto. É importante pensar também em legislação mais forte, especialmente para estelionato, que causa muito prejuízo, mas ainda tem pena branda, o que facilita a reincidência. Não existe anonimato na internet. É possível identificar quem pratica golpes. A polícia monitora redes sociais, Deep Web, Dark Web, inclusive para prevenir atentados e crimes antes que aconteçam”, afirma Ayres.
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