Buscar no Cruzeiro

Buscar

Volta às aulas

Procon-SP encontra irregularidades em lojas de material escolar na RMS

Fiscalização em Itapetininga, Pilar do Sul e São Miguel Arcanjo aponta falhas na precificação e ausência do Código de Defesa do Consumidor

04 de Fevereiro de 2026 às 20:46
Cruzeiro do Sul [email protected]
Operação Volta às Aulas 2026 identifica problemas em mais de um terço dos estabelecimentos fiscalizados
Operação Volta às Aulas 2026 identifica problemas em mais de um terço dos estabelecimentos fiscalizados (Crédito: FELIPE MAGALHÃES / DIVULGAÇÃO)

A Operação Volta às Aulas 2026, realizada pelo Procon-SP entre 19 e 30 de janeiro, identificou irregularidades em estabelecimentos que comercializam material escolar em cidades da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). Itapetininga, Pilar do Sul e São Miguel Arcanjo estiveram entre os municípios fiscalizados e apresentaram índices relevantes de não conformidade com a legislação.

Em Itapetininga, as equipes do Procon-SP visitaram dez estabelecimentos, dos quais sete apresentaram irregularidades. As principais infrações foram a inacessibilidade ou indisponibilidade do Código de Defesa do Consumidor, registrada em quatro locais, e a inadequação na informação de preços — como falta de clareza, precisão ou visibilidade ao consumidor — constatada em três estabelecimentos.

Já em Pilar do Sul, foram fiscalizados nove estabelecimentos, sendo que seis apresentaram irregularidades. Os problemas mais recorrentes envolveram a informação inadequada de preços, identificada em três locais. Também foram encontradas falhas na informação sobre o prazo de validade, ausência de preço à vista, além da comercialização de produtos sem o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), exigido por lei para determinados itens.

Em São Miguel Arcanjo, o Procon-SP vistoriou dez estabelecimentos, encontrando irregularidades em quatro deles. As infrações se dividiram entre problemas na precificação — como falta de clareza e ostensividade — e a ausência ou dificuldade de acesso ao Código de Defesa do Consumidor, ambas registradas em dois locais.

As fiscalizações na região foram conduzidas com o apoio do núcleo regional do Procon-SP em Sorocaba, responsável pelas ações nos municípios da RMS. Os estabelecimentos autuados estão sujeitos às sanções previstas na legislação, que podem incluir multas e outras penalidades administrativas.

No Estado

Em todo o Estado de São Paulo, a Operação Volta às Aulas 2026 fiscalizou 409 estabelecimentos que comercializam produtos de material escolar, abrangendo 25 municípios da capital, interior e litoral. Ao todo, 146 locais apresentaram algum tipo de irregularidade, o que corresponde a mais de um terço do total vistoriado.

Na capital paulista, foram fiscalizados 257 estabelecimentos, com irregularidades encontradas em 41 deles (15,95%). Os principais problemas envolveram produtos sem informação adequada de preço, preços não visíveis ao consumidor e a venda de itens sem certificação do Inmetro.

No interior, onde se concentram as cidades da RMS, os fiscais visitaram 152 estabelecimentos e identificaram irregularidades em 105, o que representa um índice de 69,08%. Além das falhas de precificação e validade, também foi comum a ausência do Código de Defesa do Consumidor em local visível.

Segundo o Procon-SP, a operação tem caráter preventivo e educativo, mas não exclui a aplicação de penalidades aos estabelecimentos que descumpriram a legislação. (Kaiky Domingues - Programa de estágio)