Clamor
Manifestantes pedem justiça por "Orelha" em Sorocaba
Cerca de 300 pessoas participaram lembrando a morte do cão comunitário em Florianópolis (SC)
A morte do cachorro comunitário Orelha, em Florianópolis, no Estado de Santa Catarina (SC), mobilizou uma onda de manifestações em diferentes cidades do país neste domingo (1º). Em Sorocaba, o ato ocorreu no Parque Campolim e reuniu cerca de 300 participantes.
O sentimento de revolta pela brutalidade do ato contra o cãozinho é grande. O objetivo do protesto é cobrar justiça e responsabilização pelos envolvidos no episódio, além de defender a redução da maioridade penal ou, alternativamente, a aplicação de sanções mais rigorosas.
A mobilização também reivindicou que a defesa da vida animal deve ser um compromisso coletivo.
Alguns manifestantes carregavam cartazes e bandeiras com mensagens de protesto, enquanto outros levaram seus próprios cães ao ato. A mobilização contou com a presença de políticos da cidade e da região, instituições de proteção animal e muitas famílias.
“Hoje, o que sinto é uma mistura de revolta e esperança. Revolta, porque a morte do Orelha foi brutal. Isso me deixa com o coração partido, mas também me impulsiona a lutar por uma mudança, para que tragédias como essa não se repitam. Não podemos deixar que o seu caso caia no esquecimento. Precisamos fazer a diferença, e é por isso que estamos unindo forças. Estamos formando uma comissão regional, já composta por 14 cidades, para dar voz aos animais que sofrem diariamente. Nosso objetivo é trabalhar por melhorias na legislação, na conscientização da população e, principalmente, para que casos como o do Orelha não fiquem impunes”, declarou a presidente da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) de Itapetininga, Fernanda Nery.
A morte do cão Orelha
Orelha morreu no início de janeiro, após sofrer agressões na região da cabeça em Florianópolis (SC). De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as lesões foram tão graves que o animal precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário que buscava reverter seu quadro clínico. Quatro adolescentes são investigados por supostamente agredirem o animal de forma violenta, com a intenção de causar sua morte.
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