Segunda-feira
Projeto Cívico-Militar começa em escolas da região
Modelo tem início na segunda-feira em Sorocaba, Votorantim, Itapetininga, São Roque e Piedade
O modelo de ensino cívico-militar passa a funcionar na segunda-feira (2), em escolas estaduais da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), como parte da implantação do programa em 100 unidades da rede pública paulista. A iniciativa alcança municípios como Sorocaba, Votorantim, Itapetininga, Itapeva, Itararé, Avaré, São Roque, Piedade, Tapiraí e Vargem Grande Paulista, oferecendo o modelo a estudantes do ensino fundamental 2 e do ensino médio.
Na cidade de Sorocaba, duas escolas estaduais iniciam o ano letivo já dentro do novo modelo: a Professor Lauro Sanchez e a Professor Jorge Madureira. Em Votorantim, o programa chega na escola Professor Pedro Augusto Rangel Filho.
O programa prevê gestão compartilhada entre educadores civis e militares da reserva, que atuam como monitores no ambiente escolar. Segundo informações da Secretaria de Estado da Educação (Seduc-SP), os professores continuam responsáveis pelo ensino em sala de aula, sem alterações na matriz curricular, no material didático ou no Projeto Político-Pedagógico das unidades, que seguem as diretrizes do Currículo Paulista e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Entre as mudanças práticas está a adoção de uniformes específicos para os alunos das escolas cívico-militares. De acordo com a Seduc-SP, os uniformes estão garantidos, embora o processo de aquisição ainda esteja em andamento. A Secretaria informa que a eventual ausência das peças no início do ano letivo não impede a frequência dos estudantes.
O modelo cívico-militar é direcionado, prioritariamente, a escolas com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social. A adesão ao programa ocorreu após consulta à comunidade escolar, envolvendo pais, responsáveis, alunos, professores e funcionários. Não há seleção de estudantes por desempenho acadêmico nem mudanças nas regras de acesso à escola pública.
De acordo com a Seduc-SP, os militares não ministram aulas nem ocupam cargos do magistério. A atuação se concentra no apoio à organização da rotina escolar, no acolhimento dos alunos nos horários de entrada e saída, nos intervalos e no acompanhamento de atividades extraclasses, sem interferência nas funções pedagógicas.
O ano letivo da rede estadual começa no dia (2), com a atuação dos monitores do Programa Escola Cívico-Militar já no primeiro dia de aula.