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Homem é preso em Sorocaba após vítima acionar botão do pânico
Ferramenta permitiu ação rápida da GCM e evitou que a agressão tivesse consequências mais graves, segundo a DDM
Um homem foi preso em flagrante em Sorocaba após uma mulher acionar o botão do pânico, dispositivo utilizado por vítimas de violência doméstica que possuem medida protetiva. De acordo com a Guarda Civil Municipal (GCM), a equipe chegou ao local cerca de cinco minutos após o acionamento e encontrou a vítima em situação de agressão, detendo o suspeito no local.
Segundo a delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Renata Zanin, a rapidez na resposta foi fundamental para evitar um desfecho mais grave. “É uma ferramenta extremamente importante, que permite uma atuação imediata das forças de segurança e pode salvar vidas”, destacou.
Ainda conforme a delegada, o caso envolve, em tese, o crime de descumprimento de medida protetiva, além da agressão em si. “Existe um crime específico previsto em lei para o descumprimento da medida protetiva. Dependendo do contexto do flagrante e da situação da vítima, pode haver a configuração de mais de um crime, como a lesão corporal”, explicou.
Renata Zanin também fez um alerta sobre situações recorrentes em casos de violência doméstica, quando vítimas acabam retomando o convívio com o agressor mesmo após a concessão de medidas judiciais. “Quando o agressor retorna ao lar, isso pode gerar uma complexidade jurídica e, principalmente, um risco muito grande para a mulher. Cada caso precisa ser analisado de forma técnica, mas é uma situação extremamente delicada”, ressaltou.
A delegada reforçou ainda a importância da denúncia, independentemente do tipo de violência. “Não é apenas a agressão física. Violência moral, psicológica, sexual ou patrimonial também precisam ser denunciadas. Sem a denúncia formal, a polícia fica limitada na atuação e na solicitação de medidas de proteção”, afirmou.
A ocorrência segue em andamento na Delegacia de Defesa da Mulher. Neste momento, a vítima e o agressor estão sendo ouvidos, e a autoridade policial analisa os elementos apresentados para definir os procedimentos legais cabíveis.
Sobre o botão do pânico, Renata Zanin explicou que o dispositivo só pode ser utilizado por mulheres que tenham medida protetiva deferida pela Justiça. Após o registro do boletim de ocorrência e a autorização judicial, a vítima deve comparecer com o celular ao órgão responsável, onde o aplicativo é instalado e as orientações de uso são repassadas. “É um recurso simples, rápido e muito eficaz”, concluiu.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi questionada, o Cruzeiro do Sul aguarda retorno. O espaço segue aberto.