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Investigação

Operação contra furto de petróleo prende duas pessoas na RMS

Investigação aponta atuação interestadual de organização criminosa que perfurava oleodutos da Transpetro; ação já soma sete presos

23 de Janeiro de 2026 às 09:49
Da Redação [email protected]
As diligências ocorrem simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.
As diligências ocorrem simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. (Crédito: Diculgação/PCRJ)

Uma operação da Polícia Civil contra uma organização criminosa envolvida no furto de petróleo de oleodutos resultou na prisão de uma pessoa em Sorocaba e outra em Mairinque, nesta quinta-feira (22). A ação, batizada de “Haras do Crime”, é coordenada pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério Público fluminense e da Polícia Civil de São Paulo, além de outros estados.

Ao todo, sete pessoas foram presas até o momento em cumprimento a mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As diligências ocorrem simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

De acordo com as investigações, o grupo possuía estrutura organizada, divisão de tarefas, hierarquia e articulação interestadual, voltada à prática reiterada de perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro para a subtração ilegal de petróleo.

O esquema incluía a perfuração do duto e a proteção armada do ponto clandestino, seguida do carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque. O produto era então transportado por rotas interestaduais e comercializado com uso de notas fiscais falsas, emitidas por empresas de fachada.

As apurações também identificaram tentativas reiteradas de intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos utilizados no crime. O núcleo operacional do esquema funcionava em uma fazenda em Guapimirim, na Baixada Fluminense, localizada em trecho por onde passa um oleoduto — fator que, segundo os investigadores, dificultava a fiscalização.

Após trabalhos de inteligência, coleta de depoimentos e análise documental, os policiais conseguiram comprovar os crimes e identificar os envolvidos, que também respondem a outros processos judiciais.

Além do prejuízo patrimonial, a Polícia Civil ressalta que o crime representa grave risco ambiental e à segurança pública, já que perfurações irregulares em oleodutos podem causar vazamentos de grandes proporções, contaminação de corpos hídricos e ameaçar populações inteiras. (Da Redação)