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Alerta

Nove em cada dez mortes por afogamento ocorrem por correntes de retorno, alerta Corpo de Bombeiros

15 de Janeiro de 2026 às 21:00
Cruzeiro do Sul [email protected]
Órgão reforça importância de respeitar placas, evitar álcool e seguir orientações dos guarda-vidas
Órgão reforça importância de respeitar placas, evitar álcool e seguir orientações dos guarda-vidas (Crédito: DIVULGAÇÃO)

Levantamento do Corpo de Bombeiros indica que nove em cada dez mortes por afogamento nas praias acontecem em áreas de corrente de retorno. Os bombeiros reforçam a importância de respeitar a sinalização e as orientações dos guarda-vidas para evitar esses trechos de refluxo de ondas.

Durante o verão, a população do litoral pode crescer até 4,5 vezes, o que aumenta também o número de salvamentos. Muitas famílias do interior de São Paulo passam as férias ou parte delas em cidades litorâneas paulistas. O governo de São Paulo mantém nas praias paulistas a Operação Verão Integrada, uma ação inédita e intersetorial para reforçar a segurança, saúde, mobilidade e proteção ambiental no litoral paulista durante o período de maior fluxo de turistas, incluindo o aumento no efetivo de salva-vidas.

O Corpo de Bombeiros realiza monitoramento preventivo das áreas de risco da praia, sinalizando locais com condições perigosas do mar, como correntes de retorno e buracos. É justamente nesses pontos que acontecem a maioria dos óbitos por afogamento.

A corrente de retorno é considerada um dos maiores riscos aos banhistas. Elas são trechos do mar que puxam a pessoa para o fundo, causando, assim, boa parte dos casos de afogamento. Os locais com corrente de retorno estão indicados pelas placas colocadas na areia.

O coronel Valdecir Nascimento orienta que o banhista busque, logo ao chegar na praia, um guarda-vidas: “ele é a pessoa mais apropriada para orientar qualquer banhista sobre onde é mais seguro ficar para o banho com a família e com as crianças”.

O Corpo de Bombeiros disponibiliza em seu site uma plataforma para consulta das praias que têm a presença de guarda-vidas. Veja aqui o levantamento.

Outro ponto de atenção é o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar no mar. De acordo com a porta-voz do Corpo de Bombeiros, o álcool reduz a percepção de risco e leva as pessoas a assumir comportamentos perigosos.

“A bebida faz com que a pessoa perca a noção da realidade, fique mais corajosa e aceite desafios que podem colocar a própria vida em risco. Por isso, a orientação é evitar o consumo de bebida alcoólica antes de entrar na água”, afirma Capitão Karoline, porta-voz do Corpo de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros também desaconselha o uso de objetos flutuantes, como boias e colchões infláveis. Esses itens transmitem uma falsa sensação de segurança e podem ser facilmente levados pelas correntes.

Dados da corporação indicam que cerca de um terço das mortes por afogamento começa com o uso desses objetos, quando a pessoa perde o controle ou é arrastada para áreas mais profundas.

Como orientação prática, o Corpo de Bombeiros reforça uma regra conhecida e eficaz: “água no umbigo, sinal de perigo”.

Em caso de dúvida, a recomendação é sair da água e procurar um guarda-vidas. As equipes estão nas praias para orientar a população e atuar preventivamente, reduzindo o número de afogamentos e garantindo um verão mais seguro no litoral paulista. (Da Redação, com informações da Agência SP)