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Atraso

Base da GCM em Aparecidinha atrasa e sensação de insegurança aumenta

Anunciada como marco tecnológico, unidade prometida para dezembro de 2025 segue inacabada e preocupa moradores

15 de Janeiro de 2026 às 21:10
Cruzeiro do Sul [email protected]
Obra teve início, mas foi interrompida após a construção do alicerce: custo estimado em R$ 1,6 milhão
Obra teve início, mas foi interrompida após a construção do alicerce: custo estimado em R$ 1,6 milhão (Crédito: LAVÍNIA CARVALHO )



Anunciada como um marco tecnológico para a segurança pública de Sorocaba, a nova base da Guarda Civil Municipal (GCM), em Aparecidinha, ainda não saiu do papel conforme o cronograma inicialmente divulgado. A unidade seria instalada na rua José Braz Correia, ao lado do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), com previsão de entrega até dezembro de 2025. À época, a Prefeitura de Sorocaba informou que a base teria funcionamento 24 horas por dia, com custo estimado em R$ 1,6 milhão.

No entanto, a obra anunciada pelo órgão público em 14 de agosto de 2025 ainda não foi concluída. De acordo com moradores da região, os trabalhos chegaram a ser iniciados, mas foram interrompidos pouco tempo depois, após a construção apenas do alicerce. Durante o período em que havia materiais de construção no local, guardas civis municipais permaneceram na área para realizar a vigilância dos equipamentos. Com o passar do tempo, porém, os moradores relatam uma redução significativa na presença de agentes da GCM no entorno.

Além desses relatos, a população também afirma conviver com a falta de patrulhamento e a presença constante de drogas no bairro. A expectativa era de que a unidade estivesse em funcionamento até dezembro do ano passado, o que não se concretizou. Para os moradores, o atraso agrava a sensação de insegurança nos bairros e áreas próximas à obra. Comerciantes e frequentadores do Terminal Aparecidinha também relatam que a ausência de rondas constantes facilita a atuação de criminosos e afasta famílias de praças e campos de futebol da região.

Enquanto a construção não é concluída, moradores cobram ações imediatas para reforçar a segurança na região.

O que diz a prefeitura?

A Secretaria de Segurança Urbana (Sesu) de Sorocaba alega que a obra resulta de uma parceria com a iniciativa privada, por meio da doação da empresa Unique Lab do Brasil, o que dispensou a necessidade de licitação. “Houve um atraso no início da obra em razão da necessidade de ajustes técnicos no projeto. A primeira fase da construção, que corresponde à terraplanagem e ao alicerce, já foi concluída. Com os recessos de fim de ano, houve também um intervalo na execução, mas a obra será retomada em breve, com novas adequações no cronograma. O valor estimado da obra é de R$ 1,6 milhão”, afirma a secretaria em nota. (Lavínia Carvalho - programa de estágio)